Publicado em sexta-feira, 3 fevereiro, 2012 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
O fato de que não é para qualquer um conseguir equilibrar o saber e o dom de dar aula, é inquestionável. Estudo, didática, técnica, musicalidade, movimentos, consciência corporal, persistência e calma são alguns fatores importantes para os que almejam ser um professor de dança de salão, mas esses por si só, estão longe de serem fatores suficientes para formar um bom profissional.
Características são particularidades. Há algumas que já são inerentes para alguns seres humanos, outros necessitam fazer um grande esforço para conquistá-las. No caso dos professores de dança, certas especificidades são profundamente necessárias e, pensando nisso, aí vai um pequeno conjunto de grandes características que os arte educadores devem deixar aflorar naturalmente ou desenvolver:
* ORGANIZE-SE: um bom professor tem tudo planejado (ou quase tudo). Controles de horários e aulas, cadastros de alunos, relações de passos, seqüencias musicais e etc. Isso demonstra responsabilidade e foco;
*PONTUALIDADE: Se disser que fará algo, faça. Dê retornos e satisfação. Não deixe alunos esperando. Não se atrase e, se acontecer, reponha o tempo. Vários professores perdem a credibilidade só por não cumprirem essas regras simples do cotidiano.
*OBSERVAÇÃO POSITIVA: perceba o que está diferente e seja capaz de elogiar. Um corte de cabelo novo, um sapato adequado, uma gentileza, um passo bem executado… alunos precisam entender que são importantes.
* SABER OUVIR: Às vezes, alunos têm a necessidade de falar enquanto dançam. Exercite seu lado psicólogo. Ouça, mesmo que o assunto não lhe interesse e você não queira dar palpite.
*HUMILDADE: Reconheça e tenha a coragem de assumir quando você não conhece algo. Receba as críticas com atenção. Não as despreze só por sentir seu orgulho ferido. Não pense que você está certo em tudo. Antes de ser professor é também humano e, como qualquer outro, você também erra. Faça análises e melhore.
*PERCEPÇÃO: Não privilegie ninguém. Alunos notam quando não são reconhecidas ou quando a individualidade do mestre é dirigida só para alguns. Sem exclusões ou esteja pronto para ser excluído. É a lei da reciprocidade.
*CARISMA: Trate bem as pessoas. Não faça distinção de posição social, idade, raça, aparência física ou o que quer que seja. Quando você torna um aluno invisível, inevitavelmente, você vai perdê-lo.
*POSICIONAMENTO: Em situações de conflitos, é preciso deixar claro sua posição/opinião. Demonstre respeito pelos acontecimentos. Se esquivar ou nada dizer, não é uma boa opção. Alunos acreditam nas atitudes e não ter nenhuma atitude é também dizer algo. É dizer que você não se importa ou que concorda com tudo que está havendo.
*NÃO AO EXIBICIONISMO: Assim que os alunos perceberem que um professor deixou de ser um amante da dança para se tornar um exibicionista, eles irão evitá-lo, principalmente se sentirem que também estão sendo usados nessa exibição. Ninguém gosta de quem “se sente”.
*DIVULGUE: Seja um bom vendedor. Para ser um bom professor é preciso ter alunos. Mostre seu serviço. Lembre-se, em uma escola de dança há pessoas de todas as áreas e das mais variadas profissões. Peça ajuda aos alunos.
O professor de dança deve ser, antes de tudo, um apaixonado por seu trabalho. Ser intenso e perfeccionista (na dose certa, claro!). De acordo com a etimologia da palavra, alunos são seres sem luz. A função do professor é oferecer possibilidades para que eles consigam brilhar e, quanto melhor o professor, mais forte o aluno reluzirá.
Publicado em segunda-feira, 23 janeiro, 2012 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
74 posts depois e 119 comentários mais tarde, o blog comemora o 2º aniversário. Isso mesmo, 2 anos!
Leitores, muito obrigada por mais um ano. Que venham muitos ainda e que durem enquanto meus neurônios puderem gerar conteúdos atuais…rs e puder contar com a participação de vocês!
Publicado em quarta-feira, 18 janeiro, 2012 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Não há forma mais desprezível de estar no mundo da dança, do que fazer parte de uma panelinha. Esse tipo de coisa, só serve para excluir, menosprezar, criar ambientes ruins e desagregar as pessoas, além de não ser nada educado.
A elegância de comportamento é própria da natureza de almas pensantes e, definitivamente, nem passa perto dos que se isolam em seus grupinhos e agem como peixe baiacu: estufam o peito e se sentem “os melhores do mundo”. A verdade é que, quanto mais se sentem, menos são. Quem é, é, não precisa provar nada porque domina a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir.
Posso oferecer uma dica? não façam parte de panelinha alguma. Se não fazem, façam questão de continuar assim. As paredes grossas e nem sempre transparentes das panelas, não permitem enxergar o que está do lado de fora e o que menos se deve desejar, na dança, é estar nesses reduntos fechados e espaçosos demais. Não queira conviver com falta de personalidade, caráter, compreensão e entendimento, características comum de quem vive nessa panela de pressão. Sim, de pressão. É fato comprovado, mais dia menos dia, essa bomba ambulante explode e vai todo mundo pelos ares.
Para lidar com pessoas das tais panelinhas, pensem nelas como uma lixa. Ao final, tudo que foi “esfolado” estará mais polido e, elas, as lixas, estarão sujas, gastas e velhas. E, como tudo que já não serve mais, serão descartadas e substituídas. Para vocês, freqüentadores desse amontoado de lata (panela), saibam: falta muita coisa, só sobra infantilidade. Evoluam!
Publicado em segunda-feira, 9 janeiro, 2012 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Depois de alguns dias de descanso em razão das festas de fim de ano, estou de volta ao blog. E vamos lá, iniciar as atividades!!!
Abaixo, o post inaugural de 2012:
A expressão da personalidade individual é um elemento que a dança de salão tem o poder de ressaltar . Sabe-se que todo ser humano também se comunica através do movimento e, que tudo que se expressa consciente ou inconscientemente é influenciado por valores, vivências, educação, medos ,anseios e uma porção de sentimentos mais, fatores estes, que influenciam de maneira decisiva a forma e a postura que cada indivíduo tem ao dançar.
A dança de salão desnuda e torna-se uma potencial reveladora da personalidade de cada um. Nenhuma palavra é necessária e, para um um bom observador, é possível perceber o tipo de raciocínio que um dançarino faz na forma como realiza suas movimentações, como ocupa o espaço e isso quase que, infalivelmente, o revela como pessoa.
“Cada um dança o que é. O belo dança a formosura; o empático sabe fazer seu par feliz; o inseguro dança a desconfiança; o arrogante o desprezo; o exibido pode dançar olhando seu par, mas, move-se para que outros o vejam; …o inteligente dança a sabedoria e desfruta do sentimento que quer; o competidor dança concorrendo; o criativo dança a fantasia; …o sonhador confunde-se com o personagem; o sensível dança amor” (Dança em Pauta)
Dançar o que se é, difere de dançar o que se está. Embora quando feliz dance-se a alegria; triste a amargura; desejoso o sexo; furioso a violência domada, o que se é fica estampado para quem quiser e conseguir ver, esteja-se feliz, triste, apaixonado, enfurecido ou o que for. Quando conseguimos ler a dança de uma pessoa, lemos a sua personalidade.
Publicado em sábado, 24 dezembro, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Queridos leitores,
Esse é o último post do ano, o blog está saindo de férias!!! Agradeço a todos que acompanharam e curtiram as publicações.
Que neste natal os corações transbordem paz e felicidade e que o novo ano traga 365 novas oportunidades para reconsiderar equívocos, refazer planos, dançar muiiiiiiitoooo e ser imensamente feliz!!!
Conto com a presença de vocês por aqui no próximo ano!
Publicado em domingo, 20 novembro, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
O mundo da dança sempre me pareceu como uma floresta mágica, onde viviam fadas de asas brilhantes e gnomos de bochechas rosadas e nariz empinadinho. Surpresa foi descobrir que há outros habitantes. Só recentemente me dei conta que, nesta floresta, ainda vivem criaturas horrendas e bruxas, com direito a verruga no rosto e vassoura de vôo. Eu vi, ao vivo e a cores.
A vida sempre aplica lições preciosas e, nos últimos dias, aprendi que na dança também existem seres cheios de sobranceria menosprezadora. É como o ditado diz: por fora bela viola, por dentro pão bolorento! São “poços” de arrogância, presunção e empáfia obscura, que se sentem a última “bolacha do pacote” e cuja índole e nível não chegam nem perto do que julgo aceitável, mas não me preocupo, sei que a lei do retorno se encarregará. Toda ofensa que disseminam e todo mal que causam, a vida cobrará.
Essa, apesar de não ser uma mensagem tão agradável de ler, é muito relevante e serve como alerta. Assim como eu, mais cedo ou mais tarde, vocês vão se deparar com essa espécie que carrega o vício dos tolos: “o rei na barriga”, e que se acha melhor que o resto do mundo, como pessoa e dançarino(a) - pura ilusão! Pensam que dançam muitoooooo, mas normalmente falta tudo, principalmente elegância!!! . Quando cruzarem com esses indivíduos, um conselho: logo que os identificarem, deixe-os bem longe. Se esforcem para ficar perto das pessoas de bem, verdadeiras, que levam a vida baseadas em princípios, dançam com o coração e olham para esse universo como filosofia de vida.
Publicado em quinta-feira, 15 setembro, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Queridos leitores,
Aqueles que acompanham o blog já sabem: nessa época do ano fico offline por um tempo! A pausa é para me organizar e poder incluir uma nova rotina, a de ensaiar para os espetáculos de fim de ano.
Sempre que possível passarei por aqui. Continuarei verificando os comentários e respondendo-os. Não deixem de visitar o blog e aproveitem todo conteúdo já disponibilizado!!!
Publicado em quinta-feira, 18 agosto, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
De onde surgiu a expressão “Bobeou, Dançou!”? Se alguém souber, favor esclarecer. Talvez quem disse isso pela primeira vez não entendesse nada de dançar ou fosse alguém com sérios problemas para entender que quem dança é muito mais feliz.
O fato é que tal expressão não passa de uma gíria que se usava antigamente e, pelo que pesquisei e conheço, concluo que provavelmente surgiu no período em que dançar a dois escandalizava muita gente. Absurdo? pode até ser, mas já houve uma época assim (Leia a história da dança de salão no link aqui do blog: http://is.gd/gsrG5y).
O mais curioso e intrigante dessa história é que os tempos mudaram e até hoje o verbo dançar continua sendo sinônimo de repreensão, perder ou errar. Às vezes não é nítido, mas o que parece um simples jargão, pode vir carregado de ideologias e preconceitos. Quem já não ouviu frases do tipo:
Quem não estudou para prova, dançou;
Quem não foi naquela festa, dançou;
Quem não veio, dançou;
Quem não fez isso, dançou;
Quem não fez aquilo, dançou.
São raros os seres humanos que, quando escutam uma música, não sintam vontade de se mexer junto com ela. Então, a partir de hoje, que tal dizer: NÃO DANÇOU, BOBEOU!
Publicado em sábado, 13 agosto, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Praticar o que se aprende em aula é fundamental para quem quer dançar bem. Quem assistiu o filme “Vem Dançar”, com Antônio Bandeiras, deve se lembrar da frase: “para cada hora de aula, devemos ter cinco horas de treino”.
É uma questão de lógica, pense bem: no primeiro dia em que se aprende um passo novo, ele não sai naturalmente, correto? Entretanto, ao repeti-lo na aula seguinte, tudo fica mais fácil. Isto ocorre porque uma nova linguagem está sendo apresentada para o corpo e, quanto mais se treina, mais natural ela se torna.
Os bailes são riquíssimas fontes de treinos. Apresentam uma variedade de parceiros (sim, parceiro (a) faz diferença!) e a possibilidade de desenvolver melhor habilidades e passos. Quem freqüenta bailes, evolui com maior rapidez do que quem só faz aulas, os passos começam a fluir e o praticante a usufruir, cada vez mais, do prazer de dançar.
Não perca a oportunidade de melhorar sua dança. Compareça aos bailes que sua escola promove e a muitos outros. Saía e dance!
Publicado em quinta-feira, 4 agosto, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Para a maioria das mulheres, não necessariamente, um homem precisa ser bonito para conquistá-las. Atributos como senso de humor, educação e pitadas de sensualidade expressadas por qualidades peculiares contam muitos pontos. Uma destas peculiaridades, que a todas chama a atenção, é saber dançar.
Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se interessar, e a dança permite que essa avaliação seja possível rapidamente. Mulheres têm a capacidade de ver além e, durante uma dança, dá para notar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque e no companheirismo.
Um estudo norte-americano, concluiu que as mulheres não conseguem resistir a dois passos de dança quando esta é praticada por elementos do sexo oposto. Um homem que dança, sai na frente no jogo da sedução, potencializa enormemente seu charme e pode fazer qualquer dama suspirar, mas lembrem-se meninos: esperamos de um homem que saiba dançar a real postura de cavalheiro!
Publicado em terça-feira, 26 julho, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Mídias sociais são ferramentas online projetadas para permitir a interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informação nos mais diversos formatos.
Essas mídias abrangem diversas atividades que integram tecnologia e a construção de palavras, fotos, vídeos e áudios. a maneira que a informação é apresentada depende das várias perspectivas de quem compartilhou o conteúdo, já que este conteúdo é parte de sua história e entendimento de mundo.
Novas ferramentas de mídias sociais vêm surgindo e se estabelecendo, passam por mutações naturais, como os blogs que nasceram como diários virtuais e tiveram sua natureza diversificada com o tempo, a ponto de se tornarem, inclusive, instrumentos de efetiva geração de negócios.
Para professores e escolas de dança, fica ai a dica: liberdade de comunicação interativa, é a base da receita para que as plataformas de mídias sociais possam ser classificadas como uma das mais influentes formas de mídia até hoje criada. Assistam o video para conhecer um pouco da história do “sorvete social” e entender melhor o processo de redes de mídias sociais. É fácil perceber como elas podem ser utéis para fidelizar e conquistar novos alunos!
Publicado em sábado, 16 julho, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Gesticulações excessivas, caras e bocas em demasia. A vaidade na dança de salão cria os ”pavões machos e fêmeas”, aqueles que querem mostrar sua extravagância e saem pisotendo quem estiver na frente. Pois é, os performáticos, apesar de ser minoria, estão por aí.
Passos mirabolantes são uma plasticidade cênica e, ampliados em força e espaço nem deveriam ter saído das apresentações e shows… mas quando os dançarinos percebem que há alguém olhando, o exagero é crônico. Salve-se quem puder! Normalmente, eles não notam que a maioria dos olhares não é de elogios.
Maria Antonietta não perdoa: “Esse pessoal precisa colocar na cabeça que isso é um desserviço à dança. O sujeito tem que entender que uma coisa é show, outra é dançar em salões. Eles têm que se educar. Têm que respeitar os demais, que estão dançando próximos a eles, simplesmente pelo prazer de dançar. É uma coisa até mesmo perigosa para a integridade física dos outros pares. Lembro-me de uma amiga que levou um pontapé que lhe abriu a canela.” (CAMPOS, Marcos C., 1997)
Na pista de dança, educação e consciência é indiscutível. Perder a noção de espaço é de muito mau gosto. Um verdadeiro “pé de valsa” pode até aparecer, mas não será por cima de ninguém. Menos é mais. A dança na sua simplicidade agrega e atrai multidões.
Publicado em quarta-feira, 6 julho, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri:
Existe uma reclamação generalizada das mulheres: o famoso “chá de cadeira” nos bailes. Para que isso não aconteça, separei algumas boas ações para as damas brilharem no salão:
- Se você quer dançar, escolha locais em que as pessoas vão com esse próposito;
- Use roupas e sapatos adequados ao ambiente;
- Não saia em “bando” de amigas. Vá acompanhada por um casal ou grupo misto;
- Tenha sempre um sorriso no rosto;
- Circule no salão, sentadinha na cadeira ninguém aparece;
- Caminhe sem bolsa, podem pensar que você está de saída;
- Não recuse convite para dançar. O desajeitado de hoje é o bom dançarino de amanhã;
- Acredite no seu corpo e tenha confiança no cavalheiro. Lembre-se: o corpo dele fala, é só interpretá-lo.
Publicado em sexta-feira, 1 julho, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A banalidade implica a própria invisibilidade do objeto. Figura presente no dia-a-dia como parte da realidade sensível, o objeto é uma entidade que identifica, faz lembrar, envaidece e emociona. O que é chamado vulgarmente de “coisa”, pode ser central para um dançarino.
Qualquer elemento inanimado que faça parte e tenha significado para a cena, é chamado de objeto cênico. Este deve ser utilizado com sabedoria, pois pode fazer toda a diferença em um espetáculo, permitindo composições coreográficas inovadoras e de sucesso.
O uso dessa ferramenta de arte vai além da pragmática do funcionamento e extrapola a intenção do espetáculo. Serve tanto para a representação dramática – na composição do sentido intencional – quanto para conduzir a coreografia, neste caso ele é mais do que uma unidade cenográfica.
Para a dança o objeto aparece como personagem, marca espaço e representa uma um papel no processo. Quem consegue dominar esse item tem um grande trunfo nas mãos.
Publicado em quarta-feira, 22 junho, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casari
Não seria bom, para as escolas e profissionais da dança, se existisse um local que reunisse pessoas com um interesse em comum por vários dias consecutivos? Como espécie de concentração em massa, um público unido pelo mesmo prazer: a dança. Indivíduos prontinhos para conhecer escolas, professores, profissionais, marcas e etc . Agora, a boa notícia: esse “mundo sob medida” existe! Trata-se dos cruzeiros temáticos com foco em dança.
O Brasil é um dos cinco mercados marítimos que mais crescem no mundo, atrás apenas da Espanha, Itália, Inglaterra e Austrália. O mercado brasileiro é o maior mercado mundial de cruzeiros temáticos e a ABREMAR, registra crescimento médio de 33% ao ano, tendo movimentado, na temporada 2009/2010, US$ 534 milhões.
Um cruzeiro temático de dança é uma boa opção de lazer para quem quer fazer uma viagem diferente e uma ótima oportunidade de marketing para os profissionais do ramo. Vale a pena que escolas e professores invistam em patrocínios e presenças nesses eventos. Embarcar na maior pista de dança dos mares é ficar perto do público-alvo durante 24 horas e é uma maneira de personalizar toda a experiência de dançar. Lembrem-se: inovar é uma forma de crescer e conquistar novos clientes.
Publicado em quinta-feira, 16 junho, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Para comemorar o dia do meu niver aqui no blog, publico uma animção incrível sobre umas das coisas que mais me define e amo fazer: dançar.
O vídeo diz tudo! Todos os créditos ao autor: Lúcio Alves.
Publicado em sábado, 11 junho, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A modernidade líquida é marcada por facilitar as distâncias físicas e tornar as identidades e os vínculos entre os seres humanos mais frágeis. Tudo é volátil, as estruturas e os laços sociais não são mantidos por muito tempo, as relações são vazias e descartadas facilmente, perdem a consistência e a estabilidade. Nessa sociedade regida pela liquidez, nada permanece, nada é certo ou definitivo.
Pensando nessa corrente, onde tudo se torna descartável e substituível, efêmero e rapidamente abandonado, a dança de salão pode trazer uma importante contribuição para melhorar as relações humanas. Segundo Costa (2004), a arte acompanha o homem nas mais diversas fases de vida, despertando neste, a sensibilidade necessária para a compreensão do ser humano em sua totalidade. Proporciona a possibilidade de inovar, libertar-se de padrões impostos pela sociedade e de passar a conhecer e reconhecer os seus sentimentos, considerá-los e expressá-los. Dançar na era da modernidade líquida é sugerir a emancipação do indivíduo e oferecer-lhe a atuação no papel de sujeito, não mais objeto de sua história.
A dança deve ser entendida em seus múltiplos significados: saber o que se é e sentir-se como se é; comunicar-se consigo mesmo e com os outros; aceitar-se. O auto-conhecimento induz a compreensão do próximo, favorecendo não só relações respeitosas, mas também relações mais profundas, onde as pessoas expressam tudo aquilo que são e contribuem para o desenvolvimento de uma sociedade mais humana e melhor, que se sente, vive e respeita um pouco mais.
“Não somos pedras, não somos máquinas, não somos estátuas. Somos energia desatada em movimentos” (ASSMANN, 1994, p. 141). Temos mais é que dançar!
Publicado em quinta-feira, 2 junho, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
O nível atual de popularização da dança de salão é grande, mas nem sempre foi assim. As danças sociais sofreram proibições, preconceitos e foram taxadas como um modismo, no entanto souberam chegar com maestria ao do século XXI. Por isso, não é exagero dizer que crescem a cada dia.
A procura por escolas de dança tem aumentado. Antigos espaços populares e salões de baile foram revitalizados e ganharam novos atrativos. Surgiram novas companhias de dança, com alto nível técnico e com um aumento no número de dançarinos de salão.
A mídia foi uma das responsáveis por abrir passagem para a dança de salão e encorajou muita gente que nunca dançou a começar. Foram reportagens, revistas e jornais especializados. Vários filmes referentes à dança social fizeram sucesso, entre eles: Dirty Dancing, Dirty Dancing 2, Shall we Dance (Dança Comigo) e Take the Lead (Vem Dançar).
Na TV existiram programas e novelas que apresentaram competições de dança de salão. Nota-se maiores detalhes focando nos trabalhos da Rede Globo de Televisão, como as novelas Dancing Days e Rainhada Sucata, responsáveis pela popularização da Discoteca e daLambada. Salsa e Merengue, que disseminou os ritmos caribenhos e, mais recentemente, Caminho das Índias, em que várias cenas aconteceram no ambiente dos bailes da gafieira Estudantina, localizada no Rio de Janeiro. Sem falar na sensação do momento: o quadro Dança dos Famosos, do Programa Domingão do Faustão, que tem aberto espaço para a dança e para que inúmeras pessoas descubram essa arte.
O desenvolvimento e crescimento da dança de salão são fatores claros e contínuos. Novos ritmos, passos e formas de dançar aparecem a todo momento, mas a essência da dança é o ser humano, a troca de contato corporal e emocional. Por isso, de tudo que a dança de salão já realizou até hoje, uma das mais expressivas e importantes conquistas foi fazer crescer o interesse da sociedade.
Publicado em terça-feira, 24 maio, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Longe de mim querer gerar qualquer tipo de polêmica, por isso, é sem nenhuma espécie de julgamento entre verdadeiro ou falso que publico abaixo partes de um artigo da salsera e jornalista Ana Paula Chinelli. Indiscutivelmente, um texto intrigante e interessante. Aproveitem!
“…OS BEIJOS E OS BONS DE DANÇA Uma mulher acaba de entrar para o meio da dança de salão. Ela começa a fazer aula, vai a bailes e logo logo dança com um professor. “Como é bom dançar com ele! Eu nem sabia que eu podia fazer tantos passos! Que delícia! Nossa, ele é realmente uma pessoa muito interessante.” Pronto, já começou: ela está apaixonada por um dançarino. Vamos admitir, rapazes: quando vocês dançam com uma iniciante, vocês a têm em suas mãos, literalmente. Vocês sabem que podem dar um prazer tremendo, é só caprichar na atenção, respeitar a falta de habilidade dela e investir naquele jeito gostoso de dançar. Ela fica caidinha, é certeza…
O SEGREDO ETERNO …no mundo da dança tudo é muito disfarçado. Quando foi a última vez que você viu duas pessoas que não são namorados se beijando na pista? As pessoas paqueram, mas tudo acontece “lá fora”, no maior sigilo…
O NAMORO E O CIÚMES …por que é tão difícil namorar no mundo da dança? Uma parte da resposta é óbvia: poucos seres humanos não sentem ciúmes vendo seu namorado (ou sua namorada) dançando zouk “daquele jeito” com outra pessoa… Dançar dá prazer e é difícil aceitar que seu(a) namorado(a) tenha prazer com outro(a). …não é apenas o ciúmes que destrói o namoro nesse meio. Há também a diferença de propósitos. Se você é uma aluna, pense duas vezes (não, melhor pensar 10 vezes) antes de namorar um dançarino. Ele trabalha à noite, você talvez trabalhe de dia. Ele provavelmente respira a dança… e é assediado por todas, enquanto você se esforça para não parecer feia na pista e agradece quando ele tem paciência de dançar duas seguidas com você…por exigência da profissão, eles têm uma ou mais parceiras de dança e muitos já confessaram que, quanto maior a química, melhor a dança juntos. Química sempre intriga. Se é tão bom na pista, por que não seria na cama?…Então, se você quer fidelidade, tenha certeza de que você está com uma exceção.
UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL Ok, chega de ser pessimista…é difícil namorar no meio da dança, mas não é impossível…existem casais que se formaram na dança e sobrevivem um período longo juntos. Olhando para esses casos, dá para sacar uma atitude que pode ser vencedora: os dois em algum momento respiram fora do meio e mantêm amigos em outras áreas. Afinal, se você só viver no mundo da dança, quem arrasa na pista passa a ser rei e um sonho de consumo. Enquanto que, se você tiver um pé lá fora, talvez repare que esse dançarino sensacional é apenas um plebeu no mundo real.”
Publicado em quarta-feira, 18 maio, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A palavra memória vem do latim, que significa: faculdade de reter as idéias. É só lembrar das impressões que se colhe pelo dia-a-dia, que fica fácil entender que memória não é só guardar fatos. Memória também é vivida e representada por sentidos.
Na dança, a técnica não é tudo, a mente é fundamental para o sucesso e é um dos segredos para que uma performance aconteça de forma diferenciada. O modo como a memória se organiza, influencia a execução dos movimentos, pois enquanto agente ativo, a memória deixa vestígios ao longo do tempo.
Hoje, a memória de quem dança, não mais se limita a ser apenas um meio que transmite passos e maneira de executá-los, como uma vida “gravada”. A memória já vai muito além. É busca, invenção e reinvenção. Permite um pensar, um colaborar. Possibilita para quem dança criar uma obra coletiva que se faz e refaz a partir de experiências. Não é algo que se completa ou termina. É algo que se transforma e permanece.
Publicado em sexta-feira, 13 maio, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A identidade, longe de ser aquilo que mantém as pessoas como sendo idênticas a si mesmas, é uma séria de história que são contadas sobre os indivíduos e são organizadas de forma coerente. Essas histórias mudam na medida em que se vive e por diversos momentos o passado é reinventado, isso é sinal de que houve mudança. Já aconteceu com todo mundo, ao assistir um filme ou ler um livro pela segunda vez, entendê-lo de maneira muito diferente à primeira.
Dançar é esculpir com música e trabalhar diretamente as emoções. É o começo de uma mudança de identidade, uma mudança na vida: o corpo começa a aprender novos repertórios; o ouvido, novos sons; o rosto, novas expressões e aos poucos, surge uma pessoa que não existia.
Na dança, como na vida, há avanços e regressões, há superações e dificuldades, e é uma aprendizagem que não acaba nunca, mas o prazer de dançar é mais forte e faz com que as pessoas compareçam, treinem, se mostrem, se arrisquem, errem e recomecem. É um processo de ganhos, que ensina os indivíduos a transportarem essas atitudes para seu dia a dia.
A dança faz uma metáfora direta da vida, pois se é possível desenvolver-se na dança e transformar movimentos, postura, gestos e etc, é também possível mudar na vida, em qualquer que seja o aspecto.
Publicado em sexta-feira, 29 abril, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Parafraseando Leandro Delalata: quando uma música tocar e sentir vontade de dançar, trata-se da nossa alma pedindo para se manifestar em um mundo que vive de movimentos, grandes sensações e é puro sentimento. Então, desligue-se de todas as coisas do cotidiano, não se importe com nada e dance.
Esta é uma singela homenagem ao dia da dança e a todos os amantes dessa arte!
Publicado em sábado, 23 abril, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Para a psicologia de Gestalt o que vemos ou percebemos está relacionado com a totalidade do campo de observação. Percepção é tudo aquilo que é compreendido do mundo a partir de nossas experiências vividas na sociedade. Cada um possui uma maneira de interpretar e perceber o mundo, porque as pessoas vivem experiências diferentes umas das outras.
Quando se fala em percepção na comunicação, fala-se da maneira como os consumidores enxergam os produtos/serviços/marcas e como os produtos/serviços/marcas se posicionam na mente deles.
Se a forma e a organização da uma mensagem forem adequadas aos fatores pessoais que o destinatário ativa quando a interpreta, persuadí-los é um objetivo possível. A mensagem deve conter características particulares de estímulo, que interajam de maneira diferente de acordo com os traços específicos da personalidade do indivíduo.
O Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que as crianças representam, aproximadamente, 37.245.906 de brasileiros, quase 22% da população do país.Com essas estatísticas, as empresas estão preocupadas em atrair cada vez mais a atenção da garotada.
Um recurso muito utilizado pela publicidade é o uso de mascotes para acompanhar produtos/serviços/marcas. No mercado infantil, é onde estão concentradas a maior parte das mascotes publicitárias, isso porque a criança está em desenvolvimento constante de aptidões de identificação e, uma das mais relevantes, é a de ser como o outro. Nesses casos, a personagem é humanizada. A criança admira e imita a personagem, pois quer possuir certas características dela.
Assim, tentando antecipar tendências, atrevo-me a sugerir para as escolas de dança que criem uma mascote publicitária e façam com que ela esteja presente na divulgação de turmas destinadas à crianças. Não me recordo de ter visto nenhuma escola de dança utilizando-se dessa ferramenta publicitária, talvez porque tenha me faltado um pouco de atenção ou memória… ou porque não exista mesmo. Talvez ninguém tenha pensado “fora da caixa”.
Para as escolas que decidirem adotar essa estratégia, acredito que será inovador, além de uma grande ajuda para alavancar as vendas em um nicho específico. No universo infantil, a personagem cria um estado psicológico menos defensivo e a mascote se tornará uma “terceira pessoa”, a porta-voz das mensagens anunciadas pela a escola.
Publicado em quarta-feira, 13 abril, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A imagem corporal corresponde a todas as formas como o indivíduo experimenta e conceitua seu próprio corpo. É uma construção mental a partir de impressões subjetivas e de valores, moldada pelas experiências individuais, relações sociais e culturais e que, por ser influenciada por estados emocionais, conflitos psíquicos e interação com outros seres, é também mutante.
Zaniboni e Carvalho (2007) afirmam que a dança de salão favorece o desenvolvimento da imagem de si mesmo a partir da forma como o relacionamento do indivíduo com seu corpo acontece e da experiência com o outro, pois o estreitamento do vínculo entre os sujeitos e a integração entre os corpos proporciona (re)construção da imagem corporal. Para Schiller, 1999 (apud Rosa Neto, 2009, p. 45): “qualquer movimento executado pelo indivíduo pode modificar a sua imagem corporal; ao mesmo tempo a imagem corporal irá imprimir características individuais e circunstanciais à realização de qualquer movimento executado pelo indivíduo”.
A dança mexe com as pessoas, seduz gerações desde que o mundo é mundo, e engana-se muito quem pensa que a dança só trabalha simples movimentos de corpo. Dançar é muito mais que reproduzir movimentos, já cada corpo tem seu tamanho, formato, história, ritmo e esses aspectos são como um documento pessoal e intransferível.
Nesse sentido, a dança de salão pode trazer uma importante contribuição: modificar a percepção corporal e alterar a relação mente-corpo de forma positiva, pois enquanto braços, pernas e etc se soltam ao ritmo da música, a mente também faz a festa!
Publicado em sexta-feira, 8 abril, 2011 por Keice Granzotto Casarri
Keice Granzotto Casarri
Gênero abrange as construções sociais para homens e mulheres, formadas por uma cultura, ou como bem consideram Souza & Altmann ao citar Scott (1995, p. 89), gênero é um elemento constitutivo nas relações sociais que nos permite perceber as diferenças não só físicas entre os sexos, mas também as diferenças socialmente e culturalmente constituídas que acabam sendo admitidas naturalmente.
Percebe-se que historicamente, as culturas se encarregam às distinções da natureza e tentam metodicamente formar uma direção de comportamento às mulheres e outra dimensão aos homens. Pensando no mundo da dança, quando uma mulher dança ninguém se importa, mas quando um homem dança, é outra coisa. O homem que dança se torna um tipo especial das minorias e é onde tal do “gênero”, com suas classificações de movimentos corporais socialmente construídos e estereótipo de homens e mulheres estabelecido, aparece escancaradamente.
É do exposto acima, que a dança de salão vem quebrando alguns tabus e pré-conceitos. Nas últimas décadas os papéis desempenhados por homens e mulheres na sociedade têm sofrido modificações que, invariavelmente, influenciam todas as instâncias e práticas do cotidiano e a dança de salão, por ser uma linguagem que normalmente está diretamente ligada ao público de várias camadas sociais com ideologias diferenciadas, tem o seu fazer artístico fortemente influenciado por essas mudanças.
Atualmente, os homens que praticam a dança social estão conquistando o respeito e sendo representados por figuras fortes de posição importante e a utopia aqui, é que cada vez mais os homens livrem-se das amarras sociais e de atitudes inexplicáveis que os fazem sisudos, fechados e carrancudos. Que aventurem-se no salão em passos, manobras, piruetas e gingados que o corpo e a alma puderem expressar. Dançar é terapêutico, energético e vibrante. É coisa de homem sim, porque homem também é ser humano.
Todo estilo de dança deve ser entendido não apenas como resultado artístico de um processo histórico das civilizações, que se mantêm em constante evolução com suas características, seus costumes, comportamentos e lazer, mas também como retrato da capacidade expressiva e cultural de cada um. Dançar é um patrimônio herdado que não se limita a formas tradicionais de gêneros porque é arte viva e se transforma de acordo com as idéias de cada tempo e lugar, incorporando inovações com inúmeras linguagens e possibilidades. Por isso, damas e cavalheiros, viajem na melodia universal que tem o mundo como palco: dançem.
Publicado em quinta-feira, 31 março, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Branding significa gestão de marcas e é como se denomina o conjunto de práticas e técnicas que visam a construção e o fortalecimento de uma marca. Uma marca é a combinação entre a promessa feita aos clientes e a opinião deles a respeito do cumprimento dessa promessa. A marca de sucesso é aquela que se torna um vínculo emocional e determina a lealdade do cliente.
É preciso pensar a marca como a personalidade da empresa. Pensar exatamente que conceito está “a venda”. No caso das escolas de dança os clientes compram serviço, mas na realidade o que se vende é uma maneira de ser mais feliz, melhorar a saúde física e mental, ter qualidade de vida e etc.
Para a personalidade de uma marca ser totalmente identificada, é prudente certificar-se de que nas atividades que a escola realize ou participe o conceito esteja consistente. É importante também, utilizar o mesmo tipo de identificação gráfica para a marca em todas as opções de promoção e propaganda, como: press relasses, assinaturas de e-mails, sites e redes sociais, exposições e estandes de feiras, faixas e outdoors, impressos e em eventos de caridade ou patrocinados. Com outras palavras, aparecer em tudo.
Muitos empresários não se importam com a gestão da marca porque estão ocupados apenas em vender. Contudo, o sucesso é resultado da diferença que a marca faz no mercado e da forma como a escola procura atender aos clientes. Se for dedicado algum tempo para cuidar da marca, e isso quer dizer: definir quem é a escola, o que vende, o que torna os serviços mais atraentes do que os dos concorrentes e quais clientes deseja alcançar, os esforços de marketing terão um foco mais definido.
Empreendedores do mercado da dança: honrem suas marcas! O melhor slogan do mundo não trará clientes, novos e de volta, se não existir um conceito para vender e/ou a escola não cumprir o que este conceito promete.
Publicado em domingo, 20 março, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Coreografar alunos pode ser um grande desafio para professores. Nesses casos, a coreografia é não somente sobre os passos de dança, pois não se trata de exímios dançarinos. São pessoas comuns, movidas pela vontade de fazer acontecer.
Para lidar com esse cenário, o toque é transformar criatividade em realidade. Variedade é a palavra chave para ficar interessante. Vale alterações no ritmo, humor e movimento para criar profundidade e versatilidade.
A coreografia deve ter um estilo e a música é uma ferramenta relevante para apoiar, mas deve melhorar o desempenho dos alunos e não dominá-lo. Sincronizar movimentos é de extrema importância, principalmente quando se dança a dois e em grupo. É melhor ter uma coreografia bem sincronizada por todos, do que uma complexa “sem pé e nem cabeça”. Movimentos simples realizados com precisão são mais eficazes do que os difíceis feitos sem a “limpeza” necessária. Sinta. Sentimento é o que dá vida aos movimentos.
Decidir quantas são as pessoas que irão participar da coreografia e avaliar suas capacidades é primordial. Dizem que uma equipe é tão forte quanto o seu membro mais fraco, por isso, quando se trabalha com diferentes capacidades é necessário criar um senso de igualdade através dos passos. Perceber os limites é fundamental, o professor deve enxergar isto e usar da melhor maneira cada talento individual para que todos se destaquem de forma positiva, contribuindo para o coletivo.
Paciência é uma virtude e não um dom, então, é isso galera: paciência! Aos alunos para aprender e repetir por diversas vezes os movimentos e aos professores para treinar, corrigir, exigir uma carga adequada de esforço e não dar ênfase ao desproporcional. Flexibilidade é o segredo, as mudanças são inevitáveis em todo trabalho e são parte do processo de desenvolvimento, afinal, o diferencial é se divertir.
Publicado em sexta-feira, 11 março, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Por razões historicamente determinadas a educação escolar tem privilegiado valores intelectuais em relação a valores corporais. Bèrge (1988, p.24) diz “(…) O cérebro se empanturra, enquanto o corpo permanece esfomeado.”
Pensar a educação dos corpos no espaço escolar pressupõe, primeiramente entender que o corpo não é apenas um dado material resultante da ação da natureza, mas sim uma construção cultural sobre a qual são conferidas diferentes marcas em diferentes tempos, espaços, conjunturas econômicas, grupos sociais, étnicos, etc
No contexto escolar, a dança pode ser um conteúdo que, ao trabalhado, visibiliza o caráter culturalmente construído dos nossos gestos e da maneira como nos expressamos. A dança é uma forma de linguagem, um conhecimento universal, um patrimônio da humanidade que igualmente precisa ser transmitido e assimilado pelos alunos. A esse conhecimento universal o indivíduo impõe sua intencionalidade para o lúdico, o artístico, o estético, idéias e conceitos onde desenvolve um sentido pessoal que exprime a sua subjetividade.
Atualmente existe uma melhor compreensão a respeito dos valores formativos e criativos da dança, que levam a uma ampliação das ações corporais. No Brasil e no mundo, a dança vem ganhando cada vez mais espaço pelos benefícios comprovados e, com isso, espera-se que não falte muito para que a dança possa fazer parte do currículo nas escolas brasileiras. Como coloca Pereira (2001, p.61):
“(…) a dança é um conteúdo fundamental a ser trabalhado na escola: com ela, pode levar os alunos a conhecerem a si próprios e os outros; a explorar o mundo da emoção e da imaginação; a criarem; a explorar novos sentidos, movimentos livres (…). Verifica-se assim, as infinitas possibilidades de trabalho para o aluno com sua corporeidade por meio dessa atividade.”
Publicado em quarta-feira, 2 março, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A dançaterapia nasce essencialmente da união entre dois campos: a dança e psicologia. Considera o sentimento como motivador, a mente como organizadora e o corpo como reflexo de diferentes emoções e sensações. É uma psicodinâmica e pertence ao grupo das terapias expressivas. Trabalha com o corpo e a sua própria linguagem, procurando uma integração do indivíduo.
Nas aulas de dançaterapia, geralmente, o método utilizado é o de Consciência Corporal, que livre de técnicas rígidas, busca por meio de uma cultura de movimento e elementos básicos de dança a individualidade e o ritmo pessoal, proporcionando ao praticante uma percepção de sua totalidade enquanto ser humano.
A expressão criativa da dança tem efeito terapêutico provocando sensibilização, reações e questionamentos. O movimento corporal pode levar a mudanças psicológicas, promovendo saúde e desenvolvimento pessoal. Assim, a terapia pela dança, é destinada a qualquer pessoa que deseje melhorar a sua qualidade de vida.
Alguns dos benefícios dessa prática são:
Melhora e aumenta a autoconsciência e autonomia pessoal;
Possibilita conectar-se com a memória corporal, desbloqueando sentimentos ou pensamentos oprimidos, proporcionando uma nova oportunidade criativa de ser;
Melhora os recursos da comunicação;
Estimula a criatividade e livre expressão;
Promove auto-conhecimento físico e emocional;
Estimula a descoberta e redescoberta das potencialidades adormecidas;
Proporciona a aceitação e o respeito ao próprio ritmo interno e ao tempo do outro;
Melhora a auto-estima, a auto-confiança, despertando o “sim, eu sou capaz”;
Facilita a expressão de sentimentos muitas vezes difíceis de serem colocados verbalmente;
Facilita e estimula a integração social.
Mais que um ato de se expressar através do corpo, a dança, segundo Klauss Vianna, é um modo de existir; é a realização da comunhão entre os homens. É a únião do corpo, espírito e emoção.
Publicado em domingo, 20 fevereiro, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Zouk. Sou suspeita para falar desse ritmo, que é o meu preferido. Abaixo um video de uma apresentação que fiz. Espero que gostem e aceito comentários!!!
Publicado em sexta-feira, 11 fevereiro, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Enquanto alguns dançam com uma leveza invejável, outros se perguntam: como conseguem?
A maior parte dos principiantes, depois que começam a dominar os primeiros passos em qualquer estilo de dança, encontram uma nova dificuldade: compreender que dançar é um ato expressivo e que a expressão vem quando o corpo está relaxado.
Com a intenção de manter-se ereto, muitos ganham a aparência de um manequim e a posição é quase igual a de um soldadinho de chumbo: pés plantados firmes no chão, peito inflado e costas jogadas para trás, o que, além de causar um efeito estético deselegante, coloca em perigo a saúde, já que as vértebras da coluna podem ser comprimidas e afetadas.
A carapuça serviu? não desanime! Todos passam por essa situação e para amenizá-la, basta ter um pouco de paciência e estar atento a alguns detalhes:
Regra básica: abdômen contraído! Fique no eixo. A possibilidade de perder o equilíbrio e a probabilidade de invadir o espaço do parceiro será reduzida;
Ao mover os pés, lembre-se de onde deve estar o peso do corpo. Deixar o peso distribuído não é indicado (salvo em alguns passos onde é necessário), a mobilidade será comprometida;
Entre as principais funções da cabeça estão: ajudar a alinhar o corpo, fazer o contrapeso nos movimentos mais fortes e minimizar tonturas, por isso, fixe no olhar do parceiro. Não olhe para baixo e muito menos acompanhe os movimentos do dançarino do par ao lado na tentativa de dançar da mesma maneira;
Dançar é com o corpo todo. Cuidado para não encostar apenas o rosto com o do parceiro e manter o restante do corpo distante, atitude que tornará a postura arqueada para frente.
São dicas simples, mas se seguidas melhoram muito a qualidade de uma dança!
Drible a insegurança inicial e recrie com seus próprios meios e estilo. Seja notável. O segredo de dançar naturalmente é a dosagem correta entre tempo de prática, dominar com destreza os movimentos e entender o espírito de cada dança.
Publicado em domingo, 6 fevereiro, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Onde estão as diferenças? Em um conceito abrangente estão por todos os lados. Ao longo do tempo e das gerações surgiram e, desde os primórdios, convive-se com elas.
Há muito se discute como enfrentar os problemas resultantes da pluralidade e poderia aqui enumerar um sem fim de exemplos: orientais, negros, brancos, indígenas, miscigenados ou não, barreiras sociais, econômicas, culturais, ideológicas e etc. Eis um cenário em que a dança de salão pode ser um mecanismo poderoso.
Somos muitos, mas somos únicos e cada um de nós é diferente do outro. A dança de salão observa essa diversidade dançando a diversidade. Em um mesmo salão de baile há uma reunião de descendentes de todas as origens e níveis. As pessoas re-criam-se e o experimentar contribui com o respeitar.
Como diz o escritor austríaco, Hugo Hofmannsthal: “É necessário…um momento especial para reconhecermos as diferenças…”. Dançar em par é celebrar a individualidade e fortalecer a semelhança. É colocar a desigualdade no seu devido lugar: o de ser simples e pura variabilidade. As diferenças existem apenas nos estilos de dança, o que conta é unir-se e compartilhar.
Então, sugiro: como inspiração para fazer as diferenças interagir de forma harmônica e produtiva, vamos dançar!
Publicado em quinta-feira, 27 janeiro, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Um indivíduo pode ser dançarino e não possuir aptidões para ser professor de dança, vice-versa também é verdadeiro. A competência central do dançarino é conhecer as técnicas, seguir um conceito, interpretar e emocionar, mas ser professor indica investir na competência essencial do trabalho: ensinar! Ter didática, capacidade de interação e comunicação. Entender estruturas de aprendizagem, conhecer sobre os estilos de danças e suas bases históricas, estar em constante atualização e compreender limitações e possibilidades.
Ser empreendedor, gestor da área de dança, exige conhecimento de práticas de gestão, de dança e do processo de ensino-aprendizagem. É o equilíbrio entre conhecer dança, conhecer como ensinar e saber desenvolver pessoas. No mundo empresarial, a concorrência nesse ramo de atividade cresce a cada dia, para sobreviver é preciso ter um entendimento amplo e completo do negócios, mercado e tendências. Estar sempre alerta à novidades e ter visão de futuro.
Aos que amam a dança e pretendem vivê-la como profissão, cabe a reflexão para escolher qual caminho trilhar. Analisar suas características, seu repertório de conhecimentos e de vida, suas vontades e anseios. Estar envolvido com a área de dança pode significar ser dançarino, professor ou empreendedor, mas também pode significar ser tudo, ao mesmo tempo! Só não teime em ser o que você não conhece bem.
Publicado em domingo, 23 janeiro, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Quem diria que uma idéia que começou na época da pós graduação iria percorrer 365 dias? Que bom, percorreu! Hoje o blog comemora 1 ano e agradeço os leitores pelas visitas e comentários, vocês são primordiais. Obrigada à todos!
Publicado em sexta-feira, 14 janeiro, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Há dois tipos de aula particular: a individual, onde uma pessoa chega sem par e dança diretamente com o professor e a de casal, onde um par já formado escolhe um profissional para ensiná-los.
Na aula particular o foco é dirigido ao indivíduo/casal, considerando suas características, facilidades e dificuldades. Assim, em pouco tempo, é possível adiantar o aprendizado de meses com um rendimento, expressivamente, melhor. A flexibilidade de horário também é um grande diferencial, pois permite organizar-se para ter um maior aproveitamento. Além disso, existe a questão da privacidade e segurança de dançar com quem sabe (professor), fatores que tranqüilizam, principalmente quem está começando.
A socialização é a grande aliada da aula em grupo, que são um ótimo momento para fazer novas amizades. Exprimentar dançar com várias pessoas prepara os alunos para lidar e se adaptar com situações inusitadas e diferentes padrões, como dançar com quem não se está acostumado ou com alguém que acabou de conhecer. Faz com que todas as possibilidades – de dança e personalidade – sejam colocadas em prática.
Como visto, ambos os estilos têm suas principais vantagens, mas há a ”terceira opção”: mesclar aulas particulares e aulas em grupo e aproveitar o melhor de cada uma. É possível começar com aulas em grupo e depois migrar para as particulares, fazer o caminho inverso ou ainda frequentá-las simultaneamente!
São muitos os fatores que levam a preferência por aula particular ou em grupo, o ideal é sempre fazer a escolha conforme os objetivos, porque , “lo que importa mismo, es bailar” !
Publicado em quarta-feira, 5 janeiro, 2011 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Que saudade eu estava do blog! Ficar off por um tempo e descansar é ótimo, mas nada como o que é da gente, nosso lugarzinho.
Esse é o primeiro post de 2011 e para entrar com os dois pés no salão, trechos de uma simpática crônica de Martha Medeiros. Incentivo para quem já dança continuar e para quem ainda não se rendeu a esse prazer, começar!
“Reclamar de tédio é fácil, difícil é levantar da cadeira para fazer alguma coisa que nunca se fez. Dia desses aceitei um desafio: fiz uma aula de dança de salão, roxa de vergonha por ter que enfrentar um professor, um espelho enorme, outros alunos e meu total despreparo. …A graça da coisa é esta: reconhecer-se virgem. Com soberba não se aprende nada. Entrei na academia rígida feito um membro da guarda real e sai de lá praticamente uma mulata globeleza. Exageros à parte, a dança sempre me despertou fascínio…o simples prazer de dançar bastaria para justificar a prática, mas vivemos num mundo onde todos se perguntam o tempo todo “para que serve?” Para que serve um beijo, para que serve ler, para que serve um pôr-do-sol? É a síndrome da utilidade. Pois bem, dançar tem, sim, uma serventia. Nos ensina a ter confiança, se é que alguém lembra o que é isso. Hoje ninguém confia. Confiar é verbo em desuso. Você não confia em desconhecidos, e também em muitos dos seus conhecidos. Não confia que irão lhe ajudar, não confia que irão chegar na hora marcada, não confia os seus segredos e não confia seu dinheiro. …Então, de repente, o que alguém pede a você? Que diga sim. Que escute atentamente a música. Que apóie seus braços em outro corpo. Que se deixe conduzir. Que não tenha vergonha. Que libere seus movimentos. Que se entregue. Qualquer um pode dançar sozinho…mas dançar com outra pessoa, formando um par, é um ritual que exige uma espécie diferente de sintonia. Olhos nos olhos, acerto de ritmo. Hora de confiar no que o parceiro está propondo. Confiar que será possível acompanhá-lo, confiar que não está sendo ridículo, nem submisso, esta se criando uma forma diferente e mágica de convivência...é uma espécie de conexão silenciosa, de pacto, um outro jeito de fazer amor. Dançar é tão bom que nem precisava servir pra nada, mas serve!”
Publicado em sexta-feira, 24 dezembro, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Pessoal,
No último post do ano – esse – quero agradecer a todos que acompanharam o blog: muito obrigada!
Desejo boas festas!
Que nesse natal as esperanças se renovem e que, o próximo ano, venha recheado de paz, amor, harmonia, realizações e, claro, muiiiiiitaaaaaa dança.
Até 2011
Bjs
Publicado em sábado, 20 novembro, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Só falta 1 semaninha! Está chegando o baile de fim de ano da Dance4all. Aos que quiserem conferir as apresentações e participar da festa, abaixo informações.
Publicado em quarta-feira, 22 setembro, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Queridos leitores,
Farei parte do espetáculo de fim de ano da escola de dança que frequento e, a partir de hoje, meu tempo ficará cada vez mais escasso, tornando meus posts por aqui, exporádicos. Não, não estou abandonando o blog! É apenas um “pit stop” para me dedicar as longas horas de ensaios das coreografias e fazer uma bela apresentação. Sempre que possível passarei para verificar os comentários e respondê-los. Continuem visitando o blog!!! Breve estarei de volta.
Publicado em quarta-feira, 15 setembro, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Ao começarem seus treinos/práticas/aulas de dança, muitas pessoas, deixam passar o alongamento. É preciso ter em mente que a dança é também uma atividade física e que, alguns estilos, exigem muito mais do dançarino do que muitos esportes.
Fazer um alongamento adequado é uma ótima maneira de se tornar mais saudável, prevenir lesões, aumentar a agilidade e ainda melhorar o desempenho, pois o principal efeito do alongamento, é a flexibilidade: quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior a flexibilidade.
Conheça alguns dos muitos benefícios do alongamento:
Redução de tensões musculares;
Relaxamento;
Movimentos mais leves e soltos;
Aumento do arco de maleabilidade;
Ativa a circulação;
Contribui para o aquecimento, a medida que eleva a temperatura do corpo;
Ajuda a liberar os momentos bloqueados por tensões emocionais.
Publicado em sexta-feira, 10 setembro, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Marketing pode ser entendido como uma busca pela geração de negócios e, quando se trata disso, é possível afirmar: posicionamento é tudo!
De acordo com Carlos Hilsdorf, o papel central do posicionamento fica claro quando se compreende que o desafio maior do marketing é vencer a batalha das percepções. Percepção é como o cliente enxerga a marca/serviços, e é nesse território onde se ganha ou se perde.
O consumidor hoje tem mais acesso a informação e, por isso, ficou mais exigente. Assim, a sugestão para escolas e profissionais de dança é estabelecer um posicionamento com base nas fraquezas dos concorrentes, suprindo as expectativas que os demais não estão atendendo.
Evidente que a maneira mais fácil de conquistar clientes é ser o primeiro a atingí-lo, mas isto nem sempre é possível. Diante desta impossibilidade, desenvolver estratégias que permitam a marca/serviços ser percebida como incrivelmente diferente e, preferencialmente, como “única”, é a chave do sucesso.
Marcas/serviços vencedores vivem de reforçar, sofisticar e intensificar posicionamento na mente dos clientes, adaptando-se às novas realidades e necessidades. Para isso, basta lembrar: o marketing se resume a entender seres humanos. Ouça o que eles tem a dizer, ainda que não digam nada (verbalmente).
Publicado em quarta-feira, 25 agosto, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Um parágrafo simples, mas que resume bem o título do post:
As danças a dois são linguagens. São formas de comunicar-se com o corpo do outro. Quando você aprende uma determinada linguagem, ainda que apenas o básico, espera-se que você seja capaz de estabelecer um contato com outra pessoa que também o tenha aprendido. Isso é comunicar. Isso é dançar
Publicado em sexta-feira, 20 agosto, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
O espetáculo de dança está pronto. Eis a questão: que nome dar a ele? Partindo desta preocupação de escolas e profissionais de dança, procurei esboçar algumas orientações simples, baseadas nos conceitos de marketing. Veja cinco dicas que podem ajudar na escolha:
O nome não precisa explicar ou sintetizar tudo o que público irá assistir. Ele deve trazer a essência do espetáculo. Comece com um brainstorming, a técnica da tempestade de idéias. Não despreze nada, nem mesmo o que parecer absurdo.
Alguma gracinha pode ser bem-vinda, desde que utilizada na dose certa e que o contexto do espetáculo aceite.
Evite nomes totalmente em outros idiomas. Se for necessário, traduza, ou mescle. O melhor mesmo é português.
Não utilize pontos, parênteses, hífens, colchetes ou coisas do tipo. Isso só complica, pois pode gerar dúvida na hora da leitura e pronúncia.
Ao optar por um título muito longo, procure imaginar como o espetáculo será chamado no dia a dia. Os nomes longos são sempre encurtados pelo público, como um “apelido”. É importante pensar que apelidos podem surgir.
Essas dicas não servem apenas para espetáculos, mas também podem ser adaptadas a performances, congressos, encontros, mostras e festivais. Um bom título favorece o espetáculo e ajuda a embelezar. A escolha do título é tão importante quanto ensaiar, produzir e apresentar. Escolha com responsabilidade.
Publicado em quinta-feira, 12 agosto, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Como dizia Thomas Grazy: “Poesia são pensamentos que respiram, e palavras que queimam”
Faço uso da arte da poesia, para falar da arte da dança:
Ontem, a dança…
pulsando nos ritos, nas festas, celebrações
deslizando nos salões,
nos bailes da corte
flutuando nos palcos,
entre as névoas e a leveza dos romances
gritando a dor, a liberdade,
os mistérios da vida…
Hoje, a dança…
por toda a parte
por todo e nenhum tempo-espaço
por ser experiência
cotidiano
arte
por não ser nada
ou tudo que me habita.
(Débora Barreto)
Leitores, um convite, compratilhem as poesias que conhecem sobre dança! Insiram-as nos comentários
Publicado em quarta-feira, 28 julho, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Dançar é produção de sentidos construídos a partir de interações entre os sujeitos (daçarinos, coreógrafos e público espectador) que apreendem e interpretam situações do mundo, relacionando-as às suas experiências de vida.
Katz e Greiner consideram pensar o corpo a partir da sua característica processual, enquanto mídia de si mesmo, forma que batizaram de Teoria Corpomídia:
“ [...] abordagem teórica que é tributária da semiótica peirciana nos usos do conceito de fluxo permanente (semiose) [...] e da abordagem filosófica do papel das metáforas na construção da cognição proposta por George Lakoff e Mark Johnson”. (MACHADO, 2007)
Nesse linha de pensamento, o corpo é como um sistema vivo e está em trânsito contínuo de trocas de informações com o ambiente, que comunica ao receber mensagens, interpretá-las e retransmiti-las à sociedade. Se o corpo não encampa da cultura na qual ele está inserido, significa uma falha na construção cultural. As informações do meio se instalam no corpo, que é alterado por elas e continua a se relacionar com o meio, mas agora de outra maneira, o que o leva a propor novas formas de troca.
Refletindo especificamente sobre a dança de salão, ” [...] o corpo assume uma posição de privilégio, pois é quando a contaminação ocorre e pode ser verificada”. (SPANGHERO, 2003). Ao olhar os passos de uma dança, é possível notar o corpo como mídia, organizando e colecionando informações, sempre em mutação.
“O corpo não é um lugar onde os eventos acontecem e vão embora. Os acontecimentos estão no/são o próprio corpo, ocorrem com pensamentos, veias, dores, pulsações…Somos corpo e não pessoas que possuem um corpo ou habitam um”. (RENGEL, 2007)
Cada informação que chega ao corpo enquanto dançamos reposiciona-o por inteiro. Então, sinta, ouça e dance!
Publicado em quinta-feira, 22 julho, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Envelhecer desafia qualquer definição. O envelhecimento não é meramente uma passagem de tempo, é um acúmulo de acontecimentos que faz com que o organismo funcione de forma diferenciada. O corpo torna-se menos flexível, os movimentos são mais lentos. Há perda da agilidade, mobilidade e elasticidade.
A dança de salão, ajuda a otimizar o processo de envelhecimento tornando a vida do idoso mais fácil. Robatto (1994) relata que a dança pode ter seis funções: auto-expressão, comunicação, diversão e prazer, espiritualidade, identificação cultural, ruptura e revitalização da sociedade. Por isso, ao dançar, todos se sentem bem. Como atividade física, garante a independência funcional do individuo através da manutenção de sua força muscular, sustentação, equilíbrio, potencia aeróbica e movimentos corporais. Como atividade estimuladora da integração social, permite o prazer de extravasar emoções e sentimentos em uma dança.
O estilo de vida ativo é uma atitude, e não um privilegio da pouca idade. Nesse sentido, a dança de salão serve como amortecedor das barreiras do medo e do preconceito relativos ao ser envelhecido. Movimentar-se auxiliado pela dança, pode conduzir a um despertar interior, repercutindo em auto-conhecimento e em melhora da qualidade de vida.
No tocante as escolas de dança, o segmento cria demandas para aberturas de turmas específicas para a terceira idade. A proporção de idosos (60 anos ou mais) aumentou de 8,8% para 11,1%, entre 1998 e 2008, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vale a pena investir nesse nicho!
Para os idosos que já dançam: ótimo. Continuem. Para quem ainda não ofereceu a si próprio essa oportunidade: Comece. É uma boa hora.
Publicado em terça-feira, 13 julho, 2010 por Keice Granzotto Casarri
A Só Dança está com a Promoção Universo Encantado, que sorteará 10 pessoas para viajar a Orlando e conhecer a Universal Studios. Saiba mais sobre a promoção e o regulamento, clique na imagem.
Publicado em terça-feira, 6 julho, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Existe um tipo de roupa apropriado para cada ocasião, por isso, essa é uma questão relevante para as danças de salão. Tanto nas aulas quanto nas apresentações, a roupa deve ser uma aliada!
No tocante a prática da dança enquanto atividade física (durante as aulas) recomenda-se a escolha de roupas adequadas para que o desenvolvimento e aprendizado não sejam prejudicados. Uma boa dica é usar roupas leves e procurar peças produzidas com “tecidos inteligentes”, desenvolvidos com fibras sintéticas, absorvem a transpiração e secam rapidamente. Evite peças 100% de algodão que não têm elasticidade e grudam no corpo com a transpiração. Roupas pesadas, como calças jeans e jaquetas, também não são boas pedidas, além de serem desconfortáveis, dificultam a execução de movimentos.
No âmbito das apresentações das danças de salão, a vestimenta é mais conhecida como figurino e, qualquer que seja o tipo de dança, o visual pode garantir ainda mais beleza.
Normalmente, nas danças mais clássicas, o homem veste um traje formal e a mulher opta por vestidos compridos e soltos. Já as danças latino-americanas são mais criativas e libertadoras, permitindo que o homem use calças justas e camisas “fantasia”. A mulher, por sua vez, pode surpreender com vestidos coloridos, vaporosos, curtos e extravagantes.
Os bons figurinos são cômodos ao tipo de corpo e ”conversam” com a personalidade e estilo de quem o veste. As danças de salão expressam histórias e sentimentos e o par que dança precisa estar vestido à altura para contar essas histórias e transmitir esses sentimentos. Que prevaleça o bom senso!
Publicado em quarta-feira, 23 junho, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Segundo dados do Secovi-SP, atualmente, há cerca de 40 mil condomínios só no Estado de São Paulo e as perspectivas apontam um crescimento de 114% no número de condomínios que oferecerão estruturas de lazer, cada vez maiores, até 2011 (Fonte: Revista Condomínio Etc).
Os dados falam por si e os condomínios estão repletos de serviços para incrementar a saúde e o bem-estar dos moradores. Há muita gente praticando atividade física sem ter que passar pela portaria. Com essa tendência, escolas e professores de dança ganham uma oportunidade batendo a porta: montar e administrar programas de dança de salão dentro dos condomínios.
Segurança, conveniência, entrosamento entre vizinhos e valorização do imóvel são alguns dos principais fatores que fortalecem a boa aceitação da implantação de um programa de dança entre moradores de condomínios, mas o quesito economia também é muito considerado, portanto, a relação custo-benefício deve ser atrativa. O valor da mensalidade não poderá ser superior ao de uma escola de dança.
Para os condomínios, as principais vantagens são: minimizar atritos entre condôminos; Dançar gera socialização, integra e estreita as relações humanas. Diminuição nos riscos de assaltos e redução de gastos; Se o condômino não precisa sair do prédio, a necessidade de abrir e fechar os portões, as portas sociais, acionar controles, ascender às luzes e etc, são menores.
Respeitando o regulamento interno e com a devida autorização do síndico e/ou do conselho consultivo, o salão de festas e outros espaços podem ser utilizados como sala de aula, desde sejam adequadamente preparados. A grade de aulas deve levar em conta o perfil dos moradores (potenciais alunos), melhores horários e os ritmos mais desejados. Elabore tudo de forma individualizada, assim condomínios de qualquer tamanho poderão contratar o pacote de serviços. E não esqueça da divulgação! A melhor maneira para realizá-la poderá ser acordada com os administradores do condomínio.
Enxergar oportunidades de marketing é fazer conexões e, se para quem canta seus males espanta, quem dança fica muito melhor. Então, escolas e professores, mãos a obras e bons negócios!
Publicado em quarta-feira, 16 junho, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Entre os principais componentes da dança de salão, encontra-se a emoção. A emoção é nutrida do efeito que causa no outro e as reações que provoca no ambiente funcionam como uma espécie de combustível para sua manifestação, proporcionando relações interpessoais que diluem os contornos da personalidade de cada um. As pessoas se entregam aos mesmos ritmos e, ao dançar com um parceiro um único movimento rítmico, estabelecem uma comunhão de sensibilidade e sintonia afetiva. É como se pudessem adentrar um para dentro do outro.
As danças de salão possibilitam o “toque de pele”, um caminho livre para o indivíduo usufruir seus limites e os limites de outros. Quem dança fica aberto para interagir com o parceiro, gerando uma relação social e pessoal, sendo possível comparar emoções e sensações.
“O nosso experimentar corporal desponta como uma continuidade de sentimentos [...] nossa própria experiência é a nossa própria identidade”.(KELEMAN, 1996)
O ser humano é único, mas na dança de salão um necessita do outro e, nessa complexa relação, Mendes et al apud Wallon menciona que o “eu” e o “outro” não podem existir um sem o outro. Dançar a dois, é saber explorar, diferenciar e aprender com o mundo dos sentidos e dos significados próprios e alheios. É, puramente, deixar-se emocionar e causar emoção!
Publicado em segunda-feira, 31 maio, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Enquanto um praticante de dança de salão insistir em só contar passos e mentalizar partes de um movimento, ele ainda não aprendeu a dançar. A dança exige mais, e este “mais” é realizado com o corpo do que se é. São movimentos com historicidade construídos a cada momento, quando o ser flui, se abre e se deixa modificar a partir das possíveis interações.
A condição do corpo que dança é resultado da experiência perceptiva. Perceber é estar diante de algo, no ato em que acontece. O sujeito está imerso no mundo, simultaneamente produzindo e sendo produto da experiência. Assim, ele se torna uma linguagem de possíveis transformações.
Para Peirce, não há separação entre percepção e conhecimento. [...] todo pensamento lógico, toda cognição, entra pela porta da percepção e sai pela porta da ação deliberada. [...] a cognição e, junto com ela, a percepção, são inseparáveis das linguagens através das quais o homem pensa, sente, age e se comunica (SANTAELLA, 1998).
A dança “[...] respira a polissemia de um ambiente [...] e tal como todas as criaturas que misturam chão com estrelas, precisa fabricar semânticas” (KATZ, 2005). Pela semiose, o corpo tem chance de continuar levantando outras possibilidades de movimentos. O processo permanente de aprendizado na dança de salão faz com que o indivíduo aprenda por contaminação e partilha. E isso, em grande parte, se dá graças à produção do movimento como signo.
Algumas pessoas somente segmentam sua dança na tentativa de acertar os passos previamente ensaiados e codificados, mas também existem as que se deixam envolver. Essas são tomadas completamente pelo ato de dançar. Ao mergulhar na aventura de vivenciar a dança de salão, não basta reproduzir os movimentos adequadamente, é preciso ter outras percepções e sentidos para conseguir ultrapassar um simples conjunto de movimentos já estruturados. Um estímulo inicial permite ao individuo, a partir do seu repertório, construir inúmeras relações interpretantes e gerar novos signos.
Publicado em terça-feira, 25 maio, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A magia da dança sempre contagiou o cinema, que não se cansa de produzir e exibir histórias dançantes. No espírito do rodopiar, conheça os estilos destas produções cinematográficas:
1992 – Strictly Ballroom
Comédia romântica, onde o dançarino profissional Scott Hastings (Paul Mercurio) e sua inexperiente aprendiz Fran (Tara Morice) ousam desafiar todas as convenções das danças de salão. O paso doble do final é de tirar o folêgo, de querer dançar e não parar mais
1997 – Dirty Dancing
Dirty Dancing é uma “bíblia” para dançarinos e curiosos. Ao som da música e com a paixão pela arte de dançar, Frances Houseman (Jennifer Grey) e Johnny Castle (Patrick Swayze) sabem o que estão a fazer e querem que o mundo saiba. Frances é uma jovem proveniente de uma família prestigiada que se apaixona pelo seu instrutor de dança, Johnny, em uma colônia de férias…o resto, é dança!
1998 – Dance With Me
Romanticamente latino. Com a morte da mãe, o cubano Rafael Infante (Chayanne) parte para Houston em busca do seu pai, John, que desconhece a sua existência. John é proprietário de um estúdio de dança. Como filho de peixe peixinho é, Rafael mostra que nasceu para dançar, lado a lado com a estrela do estúdio Ruby, protagonizada por Vanessa Williams.
2000- Center Stage
No meio do palco deste filme estão três jovens – Jodie, Eva e Maureen – que procuram o sucesso e a fama na prestigiada Academia Americana de Balle e depressa aprendem que a dança está cheia de obstáculos inesperados. Acima de tudo, esta história mostra que a dança tem de ser um prazer e não um dever.
2001- Save The Last Dance
Depois da morte da mãe, Sara (Julia Stiles) é obrigada a ir viver com o pai. Consumida pelos remorsos – a mãe morreu num acidente de viação a caminho de um dos seus espectáculos de dança – a bailarina deixa de lado seus sapatos até conhecer Derek (Sean Patrick Thomas), um jovem apaixonado pela dança e pela vida.
2004 – Shall We Dance
John Clark (Richard Gere) é um homem que tem tudo, incluindo felicidade, mas na viagem diária entre o trabalho e sua casa, cruza olhares com uma bela mulher em estúdio de dança, o que o leva a inscrever-se na escola. Em vez da linda Paulina (Jennifer Lopez) é a Miss Mitzi (Anita Gillette) que acaba por ser a sua instrutora e John depressa percebe que o que lhe faltava na vida não era um affair, e sim uma nova paixão…a paixão pela dança.
2004 – Dirty Dance 2
Katey Miller (Romola Garai), jovem americana rica, muda com a família para Cuba um ano antes da Revolução de Fidel Castro. Contrariando o desejo dos pais, que querem vê-la casada com um jovem do seu círculo, ela se apaixona pelo garçom do hotel, o cubano Javier Suarez (Diego Luna), jovem dançarino nas horas vagas. Como pano de fundo, muito mais do que a libertação de um país, o que está em jogo é a libertação de uma menina que, com a ajuda desse amor, se transforma em mulher.
2005 – Mad Hot Ballroom
Qualquer pessoa pode aprender a dançar, é essa a valiosa lição deste documentário que registra como um grupo de crianças, provenientes de escolas públicas de Nova Iorque, aprenderam a dançar em muito pouco tempo. Inicialmente relutantes, transformam-se em damas e cavaleiros para se apresentarem, com pompa e circunstância, no campeonato final da cidade.
2006 – Step Up
O acaso une um adolescente rebelde a uma bailarina de ballet de enorme talento. Ele precisa de encontrar o seu rumo na vida, ela precisa de um parceiro para convencer, de uma vez por todas, o mundo da dança. Será que a pista irá uni-los? Protagonizado por Channing Tatum, Jenna Dewan, Domaine Radcliff, De’shawn Washington, Drew Sidora, Rachael Griffiths, delicie-se e aproveite para aprender alguns passos fantásticos.
2006 – Take The Lead
Filme inspirado na vida real do professor Pierre Dulaine (Antonio Banderas), que ao ver uma cena chocante, decide ajudar adolescentes de uma periferia, considerados “perdidos”. Usando a dança de salão consegue o que nenhum outro já conseguiu: resgatar jovens do submundo e dar-lhes uma nova perspectiva de vida, fazendo-os terem sonhos e superarem preconceitos.
Publicado em quarta-feira, 19 maio, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A expressividade se faz presente no comportamento humano e Merleau-Ponty a entende como a maneira espontânea onde as experiências gestuais induzem fenômenos ou significações simbólicas. A expressão corporal pode ser constituída também por gestos não pré-codificados, espontâneos e originados por estímulos diversos. Para a espontaneidade, Peirce atribui o significado de novidade, frescor e diversidade.
O gesto expressivo é sempre passível de representação e se realiza baseado em uma atividade interna pulsante no limite entre o físico e o psíquico. O resultado é uma imagem de movimento, uma estrutura imagética corporificada, que só é como tal por sua relação eventual com um sentido e insiste em se reestruturar a cada novo investimento da imaginação. “O material é dominado pela intenção do poeta [...]” (JUNG, 1991). O processo é criativo. Os gestos vão surgindo no espaço e, quando a imagem de movimento toma corpo, a expressão se torna orgânica.
Alguns chamam a expressividade de dançar com a alma, outros preferem pensar que trata-se de uma entrega. O fato, é que a expressividade reside nas passagens harmoniosas de uma posição a outra. É o que não deixa a dança mecânica. É a parte que sente e interpreta a música. É o que deixa a dança “mais dança”!
Publicado em terça-feira, 11 maio, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A promoção de vendas é uma ferramenta utilizada para encorajar os clientes a comprarem produtos e serviços, através da oferta de incentivos diversos por um período determinado. A boa promoção é a que proporciona um benefício concreto e suplementar, sensibilizando o cliente para concretizar a compra.
Dependendo da criatividade, correto planejamento e execução das ações, as promoções assumem as formas mais variadas e não há problemas quanto a isso, mas não se esqueça de que é preciso criar uma forma de mensurar os resultados. Estas informações serão valiosas para tomada de decisões no futuro.
Abaixo, estão alguns tipos de promoção de vendas e como as mecânicas podem ser aplicadas por escolas e professores de dança:
Brinde/Desconto
Mecânica da ação – Um pequeno presente/desconto pode ser incluído na compra de um plano da escola. Ex: plano mensal, trimestral, semestral ou anual.
Cartão fidelidade
Mecânica da ação – Os clientes recebem selos em proporção ao tempo de escola. Ex: ao atingirem o número necessário de selos, ganham um desconto ou concorrem a um prêmio, como um pacote de 5 aulas particulares.
Concurso cultural
Mecânica da ação – A melhor frase recebe um prêmio. Ex: Escreva em uma frase como a dança modificou sua vida.
Aniversário da escola
Mecânica da ação – Ofereça uma vantagem aos clientes no mês do aniversário. Ex: Workshop de 2 ou 3 dias, de um ritmo de alta aceitação, com 50% de desconto.
Não se espante pela simplicidade. Quando se trata de promoção de vendas a regra – “quanto maior o investimento melhor é o retorno” – não é tão verdadeira. Muitas promoções caríssimas não conquistram sucesso, por sua complexidade ou mesmo pela falta de adequação com a cultura local e expectativas dos clientes. As ações simples, mas em perfeita sintonia com as motivações do público-alvo, é que fazem a diferença.
Publicado em segunda-feira, 3 maio, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Dentro de alguns dias, amigos e convidados estarão reunidos para festejar o aniversário do Prof. Pedro Ferreira. (que aliás, é meu prof. queriiiiidoooo)
Fique de olho na data e compareça!
Publicado em quinta-feira, 29 abril, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Uma sequência de passos, gestos e movimentos corporais que manifestam-se no ritmo musical: a dança.
Desde 1982, no dia 29 de abril comemora-se o dia internacional da dança, instituído pela UNESCO em homenagem ao criador do balé moderno, Jean George Noverre.
Parabéns a todos os profissionais, praticantes e admiradores dessa arte!
Dançar é escrever com o corpo
no espaço estendido à frente,
alongar-se, encolher-se,
rodopiar, inclinar-se
jogar-se em absoluta confiança no outro…
Dançar é tocar música com gestos…*
* Trechos da poesia de Clevane Pessoa de Araujó Lopes
Publicado em quarta-feira, 21 abril, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Nos últimos anos o termo “Qualidade de Vida” (QV) vem ganhando cada vez mais destaque. Nas empresas, os programas de QV são de fundamental importância para o desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores, mas não é tarefa simples manter um bom programa. É preciso se preocupar com as necessidades de cada um, identificá-las e encontrar uma maneira atendê-las.
A dança de salão responde bem a esse desafio. No Japão, há mais de 20 anos, as organizações utilizam a dança como um poderoso instrumento na melhora da QV dos profissionais e conquistam excelentes resultados.
As principais vantagens para os colaboradores são: prática de uma atividade física, obtenção de consciência do próprio corpo e de seus movimentos, melhora da postura e do equilíbrio, alívio de tensões e combate ao stress, relaxamento e diversão, aumento do poder de concentração e raciocínio e melhora na comunicação. Em contrapartida, as empresas ganham aumento de produtividade, colaboradores mais ágeis e atentos, integração entre departamentos e diminuição dos problemas decorrentes da falta de comunicação. (para ler mais sobre os benefícios da dança de salão, clique aqui)
Além de todos esses pontos, há mais dois estimulos que precisam ser ressaltados para as empresas: o desenvolvimento do capital humano e a redução de custo. Na dança de salão, o desenvolvimento acontece no momento em que o colaborador cresce em todas as dimensões humanas: física, intelectual, emocional, profissional, espiritual e social. Já a redução de custos é visível na medida em que diminui o número de casos de doenças, faltas e é elevado o nível de satisfação.
Grande parte do mundo empresarial não conhece e/ou não entende os bons frutos que podem colher ao apresentarem a dança de salão à seus colaboradores. Nesse nicho de mercado, ainda pouco explorado, está uma oportunidade de marketing para escolas e professores de dança. Fazer com que as organizações conheçam os benefícios de ter a dança de salão em seus programas de QV, é abrir portas e conquistar novos clientes por meio de parcerias e convênios. Invistam nisso!
Publicado em quarta-feira, 14 abril, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Para que uma dança aconteça é preciso existir movimentos e, quando se fala em movimento, é essencial falar também em motricidade. A motricidade humana é o pré-ato existente para que o movimento aconteça. Trata-se da conduta motora, do conjunto das habilidades e capacidades, da energia processada dentro do próprio ser e que, por ser dotada de sentido, pode se construir de infinitas maneiras.
Alguns autores afirmam que motricidade e corporeidade (conceito já mencionado em outro post) são abordagens praticamente iguais. Outros, assim como eu, acreditam que as linhas das definições são tênues, porém visíveis. Motricidade e corporeidade caminham lado a lado. A motricidade faz o corpo se mover e a corporeidade manifesta esses movimentos. Um mundo (a própria pessoa) em outro mundo (o do envolvimento).
Pela motricidade o homem se afirma no mundo, se realiza, dá vazão à vida. Pela motricidade ele dá registro de sua existência e cumpre sua condição fundamental de existência. A motricidade é o sistema vivo do mais complexo de todos os sistemas: o corpo humano. A corporeidade integra tudo o que o homem é e pode manifestar nesse mundo: espírito, alma, sangue, osso, nervos, cérebro, etc. A motricidade é a manifestação viva dessa corporeidade, é o discurso da cultura humana [...] (FREIRE, 1991)
Todo movimento é transformação e velocidade. Tem extrema prontidão, é rápido, mas também é habitado por uma lentidão, uma retenção que surge da capacidade de resistência do próprio corpo. O mesmo corpo que se entrega ao movimento também resiste a ele, e é desta dinâmica que surge a dança.
Dessa forma, entra em cena um processo reflexivo e subjetivo do corpo. O movimento é abstrato, está vinculado a todo o modo de ser de alguém. Não é só o corpo que se manifesta pela ação do fenômeno de se movimentar. Não é apenas a atividade mecânica que aparece durante uma dança, é o individuo por inteiro que está ali.
Publicado em segunda-feira, 5 abril, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A palavra técnica deriva do grego techné, que significa o fazer artístico, criar, produzir, ter engenhosidade e habilidade. Conforme Abbagnano (1999), o significado mais antigo desse termo indica a compreensão de qualquer conjunto de regras para dirigir, eficazmente, uma atividade.
Técnica padronizada é a organização dos códigos pré-estabelecidos. A ação pedagógica inicial para o ensino da dança de salão é basear o aprendizado neste tipo de técnica, que abrange diversos temas. Abaixo, algumas regras de “ouro”:
Na dança de salão são os olhos nos olhos, um dança com o outro e para o outro. O contato corporal deve ser mantido quase todo o tempo;
A postura é o elemento chave para o equilíbrio e controle durante a dança. Há um posicionamento adequado para quase todas as partes do corpo. Ter um andar rítmico, carregar o peso do corpo com leveza, sustentar os braços e mantê-los na linha do ombro, manter os cotovelos em um ângulo de 45 graus, abrir o peitoral, não repousar o corpo sobre o do parceiro, não mexer excessivamente o tronco e não olhar par os pés são atitudes que criam um deslizar suave e estético. Confiança e elegância é o que devem transmitir os dançarinos;
Condução é uma habilidade essencial. O cavalheiro é quem conduz e tem poder de decisão. É ele quem diz quais passos serão realizados e controla o deslocamento no salão. A dama precisa estar entregue e se deixar conduzir. Conduzir exige concentração e requer pensamento antecipado. O cavalheiro não pode ficar na dúvida sobre que passo realizar, caso contrário acabará por confundir a dama;
A etiqueta social ensina boas maneiras ao dançar. O deslocamento no salão deve respeitar o sentido anti-horário. Não é polido esbarrar em outros pares ao dançar. Ao levar uma dama a algum local para dançar, o cavalheiro deve dançar a primeira e a última música com ela e permitir que as demais ela dance com quem quiser. Antigamente, era privilégio dos cavalheiros convidarem uma dama para dançar, hoje a dama também pode abordar o cavalheiro. O parceiro que foi convidado aceita ou simplesmente recusa o convite, mas, se aceitar, é de bom tom que permaneça dançando até o fim da música. Ao final da dança, o cavalheiro agradece e leva a dama até seu lugar.
Publicado em terça-feira, 30 março, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Vivemos em um momento de valorização da pessoa e, por isso, as escolas/professores de dança precisam focar na individualização dos relacionamentos.
Normalmente, quando um indivíduo manifesta interesse em conhecer algum curso de dança, oferecem-lhe a oportunidade de realizar uma aula gratuita. Esse hábito apoia-se no conceito de marketing de experiência, caracterizado por permitir que alguém não apenas conheça os benefícios do serviço de forma racional, mas também sinta, veja, ouça e interaja.
Experiências invocam um amplo envolvimento sensorial e tratam o cliente como ele realmente é: um decisor governado por suas emoções. Muitos estudiosos da neurologia, mostraram que sem a emoção a mente se perde e o ser humano escolhe mal. As emoções atuam como um filtro e reduzem, drasticamente, o número de alternativas a serem consideradas na decisão de uma compra. Elas funcionam como um sistema de qualificação de diferentes opções de escolha.
Neste contexto, uma aula gratuita é um componente chave para a criação de valor percebido. Um poderoso combustível, que impacta diretamente na decisão do cliente em matricular-se no curso. Se a experiência proporcionar satisfação, o cliente não só se torna fiel como comenta com outras pessoas aquilo que vivenciou.
Cabe as escolas desenvolver um planejamento sistemático de estímulos que proporcionem uma experiência emocional e especificar à seus funcionários e professores quais mensagens transmitir aos clientes. Nos gestos, nas palavras e no olhar, paira sempre a vivência e a sensibilidade de alguém. “A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa, não o que acontece, ou o que toca.”(LARROSA, 2001).
Publicado em segunda-feira, 22 março, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
ADance4all – Estúdio de dança, realizará o 1º evento do ano.
Todos os ritmos de dança de salão em um ambiente agradável e com muita animação.
Participe!
Publicado em quarta-feira, 17 março, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A fenomenologia como corrente filosófica foi fundada por Edmund Husserl, na Alemanha no fim do século XIX e começo do século XX. Baseia-se no movimento de voltar às coisas mesmas, isto é, aos fenômenos, que aparecem na consciência de forma intencional.
Com fundamento em uma faculdade de sentir, perceber e receber, a fenomenologia está imersa em um universo de possibilidades no modo de ver, pensar o mundo e suas relações. Repõe as essências na existência, capta o íntimo das experiências e chega aos sentidos e significados. É como um processo, em que os perfis se entrelaçam e as experiências são vividas, sendo possível compreender o homem nas manifestações dessas vivências.
A dança de salão é uma sucessão de movimentos, é a variação do andar associado a giros e a sintonia entre os dançarinos e a música. No pensamento fenomenológico, o movimento é entendido como um diálogo entre o homem e o mundo. Movimentar-se é a ação original do ser humano. Dessa forma, ele se humaniza e se aperfeiçoa, conhece e se conhece, transforma e se transforma. Inventa novas técnicas, organizações, conceitos, valores e reinventa a si próprio.
O movimento no corpo dançante designa um deslocamento, uma transformação e identifica-se como impulso corporal, com a capacidade de projeção do corpo no tempo e no espaço. Um corpo, ao dançar, entrega-se ao ímpeto do movimento, deixando-se deslocar e transformar. Ele atravessa o espaço, joga com o tempo, brinca com as forças e leis físicas, diverte-se com seu peso, provoca dinâmicas inusitadas [...] (DANTAS, 1999)
Publicado em segunda-feira, 8 março, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
O mercado da dança de salão vive em constante mudança, pois é influênciado por novos ritmos e tendências. Por isso, é necessário que escolas de dança e professores estejam atentos às novidades.
O atendimento personalizado tem alto valor agregado e é fundamental na construções de relacinonamentos a longo prazo. Conheça quem são seus clientes e entenda suas características. Converse com eles ou crie pesquisas para identificar quais as expectativas sobre o ambiente, atendimento e serviços que a escola oferece. Esse fatores são muito importante para a melhoria e desenvolvimento do seu negócio. Amplia a possibilidade de fidelizar os atuais clientes e cativar novos. Lembre-se: clientes satisfeitos indicam outros clientes.
Além disso, estude a concorrência. É possível gerar opções específicas aos seus clientes e proporcionar um serviço diferenciado a eles.
Alguns itens que podem fazer parte do mix de serviço:
Oferecer pacotes individuais, em dupla ou grupo;
Contratos bimestrais, trimestrais, semestrais ou anuais com descontos;
Incentive a matrucula de duplas: o aluno e o indicado vão pagar uma mensalidade com 50% de desconto;
Crie pacotes especiais para períodos de baixa demanda (dezembro à fevereiro);
Diversifique a oferta de ritmos e crie novas turmas (use como base a pesquisa de expectativas dos alunos)
Ofereça grupo de apoio (bolsistas) para acompanhar os alunos desacopanhados;
Estimule a convivência entre os alunos: promova bailes, praticas e saídas;
Tenha um espaço e/ou atividades para crianças, equanto os pais fazem aulas.
A diversificação é um item fundamental para agregar valores a sua escola de dança. Pense nisso!
Publicado em quarta-feira, 3 março, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A cada dia, mais pessoas descobrem que a dança de salão faz bem para a saúde e para a alma, mas nem todos sabem da importância da escolha dos sapatos corretos para a pratica. Os calçados podem dificultar ou facilitar os movimentos.
Por esta e outras razões, as marcas investiram na confecção de sapatilhas, sapatos, sandálias e tênis apropriados à prática da dança. São diversos modelos e cores, com couro mais macio, elástico regulador e/ou fivela nas laterais.
É preferível que o cavalheiro use sapatos com sola de couro com salto tacão (4 cm) ou taco comum (2 cm). A dama deve usar um sapato com um salto de no mínimo 3 cm, mas é bom variar nos tamanhos para se acostumar com os vários estilos.
Usando o calçado correto, a facilidade para deslizar no salão é garantida e, por não escorregar muito nem prender muito, oferece flexibilidade ao pé e torna o ato de dançar mais confortável.
Publicado em quinta-feira, 25 fevereiro, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Por muito tempo, a dança de salão foi considerada uma atividade para a terceira idade, mas essa imagem está sendo desfeita e a prática conquista cada vez mais pessoas de ambos os sexos, todas as idades, cor, raça e níveis sociais. A procura por escolas de dança tem aumentado. Antigos espaços populares e salões de baile foram revitalizados e ganharam novos atrativos. Surgiram novas companhias de dança, com alto nível técnico e com um aumento no número de dançarinos de salão.
O nível atual de popularização é grande, mas nem sempre foi assim. As danças sociais sofreram proibições, preconceitos e foram taxadas como um modismo, no entanto souberam chegar com maestria ao do século XXI. Por isso, não é exagero dizer que crescem a cada dia.
A mídia foi uma das responsáveis por abrir passagem para a dança de salão e encorajou muita gente que nunca dançou a começar. Foram reportagens, revistas e jornais especializados. Vários filmes referentes à dança social fizeram sucesso, entre eles: Dirty Dancing, Dirty Dancing 2, Shall we Dance (Dança Comigo) e Take the Lead (Vem Dançar).
Na TV existiram programas e novelas que apresentaram competições de dança de salão. Nota-se maiores detalhes, focando nos trabalhos da Rede Globo de Televisão, como as novelas Dancing Days e Rainhada Sucata, responsáveis pela popularização da Discoteca e daLambada, Salsa e Merengue, que disseminou os ritmos caribenhos e, mais recentemente, Caminho das Índias, em que várias cenas aconteceram no ambiente dos bailes da gafieira Estudantina, localizada no Rio de Janeiro.
O desenvolvimento e crescimento da dança de salão são fatores claros e contínuos. Novos ritmos, passos e formas de dançar aparecem a todo momento, mas a essência da dança é o ser humano, a troca de contato corporal e emocional. Por isso, de tudo que a dança de salão já realizou até hoje, uma das mais expressivas e importantes conquistas foi fazer crescer o interesse da sociedade.
Publicado em quarta-feira, 17 fevereiro, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
No mundo globalizado, as pessoas estão mais preocupadas com seu bem-estar. A dança de salão reúne características que, até certo ponto, influenciam na melhoria global do indivíduo, pois atua nos três domínios da natureza humana: fisiológico, afetivo e cognitivo.
A dança de salão é uma complexa atividade que envolve integração de habilidades sensoriomotoras. Como uma poderosa arma de combate à vida sedentária na aptidão física, favorece o aumento da energia, do equilíbrio e do tônus muscular. Melhora a força, o sistema respiratório, a postura e a capacidade mental. Trabalha harmonicamente o corpo todo, deixando-o saudável e bonito.
É eficiente, também, sob o ponto de vista psicológico. Afasta o indivíduo das preocupações cotidianas. Proporciona gratificação real e presente. Permite que o indivíduo estruture sua experiência de si mesmo com o mundo, seu modo de viver e sua cultura.
Quem dança a dois precisa aprender a interagir com outras pessoas, romper padrões de comportamentos, lidar com seus erros e com os erros dos outros. Um exercício de diplomacia e tolerância, que releva limites e potencialidades que, geralmente, ficam escondidos dentro de cada um.
Quando se pensa nos diversos benefícios que a dança de salão oferece ao ser humano, fica difícil defini-la. Agrega valores como reflexão, autocrítica e autoconhecimento. Apresenta ao praticante um caminho de relacionamentos, com ele mesmo, com todos e tudo que está a sua volta, modificando a postura no sentido de como enfrentar a vida.
A pluralidade é a riqueza da dança de salão, então, vamos dançar!
Publicado em terça-feira, 9 fevereiro, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
A dança, em sentido geral, pode ser caracterizada como o mover do corpo, segundo uma relação entre tempo e espaço. É uma das três principais artes cênicas da antiguidade e é tida como a mais antiga, aquela que o ser humano traz dentro de si desde sempre.
O homem dançou antes mesmo da linguagem oral. A dança faz parte da comunicação humana, com a utilização de código de sinais, gestos e expressões fisionômicas às quais, posteriormente, foram adicionados ritmos.
O ritmo, que acompanha a linguagem gestual, é o que representa a fagulha inicial da vida que habita os músculos do corpo humano. Serve para regular e medir todas as forças vitais, harmonizar e equilibrar os movimentos, dando expressão aos gestos e às reações.
Pelas manifestações corporais o ser humano se relaciona com o ambiente. Cada palavra da linguagem corporal propicia ao individuo o reconhecimento do outro e de si mesmo, uma vez que deixa transparecer carências, privações, necessidades, dificuldades existenciais e emocionais, revelando experiências sentidas, imaginadas e vividas, proporcionando diversas e sucessivas leituras.
Dançar é uma arte fundada sobre a ciência do movimento, mas o corpo físico, como ensina a corporeidade, é apenas parte do ser humano. Não é mais possível pensar que os indivíduos são apenas corpos que executam movimentos. A dança, representação da corporeidade, se definirá simplesmente por existir, por ser presente, por relacionar-se com as coisas e com o mundo e descobrir a mágica de que, ao entender o que o corpo tem a dizer, entende-se o que as pessoas têm a dizer.
Publicado em quinta-feira, 4 fevereiro, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
O processo de construção do corpo é entendido de forma dicotomizada ao olhar dos filósofos ocidentais. O homem era um ser constituído por partes.
Platão é o marco para a concepção dualista. Ele acreditava no teocentrismo (Deus como centro de tudo), em que a alma é considerada imortal e predominante sobre o corpo. Para ele, existiam dois mundos: o das ideias e o sensível. O mundo das ideias é o da intuição intelectual, das essências imutáveis. O mundo sensível é o dos fenômenos dinâmicos, considerado pelos dualistas uma ilusão da realidade, uma simples cópia. Para eles, a verdade era aquilo que se encontrava no mundo das ideias, como a alma, que aprendia intuitivamente e sem necessitar dos sentidos.
Na Renascença, retirou-se o componente religioso para considerar somente a natureza física e biológica do corpo. Assim, o filósofo Descartes encontrou um ser humano que era todo exterioridade. Diferente de Platão, a ótica de Descartes acredita que o corpo está sujeito às leis do universo e o descreve a partir de uma analogia com uma máquina. Essa ideia mecanicista está ligada ao funcionamento do corpo e segue os mesmos padrões da mecânica: o corpo move-se pelos objetos dos sentidos e automaticamente, não há intervenção da alma.
Foi no século XX que os estudos fenomenológicos do filósofo Merleau-Ponty contribuíram de forma significativa para pensar sobre o corpo e criou-se uma nova concepção, o corpo-sujeito.
O corpo-sujeito é aquele que precisa ser acompanhado de dentro e não só comandado de fora; é aquele que sente, pensa, percebe e experimenta, que cria e recria sua cultura e expressa a história. Este corpo deixa de privilegiar o lógico e o racional como forma única de pensar o mundo, supera a tradição dicotomizada e entrelaça corpo e mente, razão e sensibilidade, sujeito e objeto do conhecimento.
Publicado em quinta-feira, 28 janeiro, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Ter um corpo é uma singularidade impressionante. O corpo é o princípio da existência humana e o veículo do ser no mundo e não pode ser visto apenas como uma estrutura, é necessário olhar de uma perspectiva mais ampla. Olhar o corpo a partir dos sentidos. É mais do que simplesmente ver. É habitar, envolver, tocar, deixar penetrar a imagem e estar comprometido com o corpo.
A corporeidade é o caminho da completa integração. Não trata da ordem biológica, em que o corpo é entendido apenas como um processo evolutivo enquanto ação da natureza, mas da ruptura do biológico através da construção simbólica. É a corporeidade que concretiza a existência de cada pessoa.
Entender o fenômeno da corporeidade é pensar através da capacidade de existir, aprender e de reaprender, onde o corpo é corpo simplesmente por ser, não é coisa nem ideia, faz parte do mundo, interage com ele e também se relaciona com outros corpos. Como Marco (2006) define:
Corporeidade é voltar a viver novamente a vida, na perspectiva de um ser unitário e não dual [...] é voltar os sentidos para sentir a vida [...]
Corporeidade é buscar a transcendência, em todas as formas e possibilidades [...] é tema de discussões científicas, realizadas com radicalidade, com rigor e de forma contextualizada, mas sem separar o corpo em partes para depois juntar [...] é sinal de presentidade no mundo. É o sopro que virou verbo e encarnou-se [...] Corporeidade sou eu. Corporeidade é você. Corporeidade somos nós [...]
Corporeidade é a forma mais autêntica do ser humano, pois não há uma corporeidade universal, cada corpo tem a sua, se estamos no nosso corpo diante do mundo, somos o nosso corpo.
Publicado em sábado, 23 janeiro, 2010 por Keice Granzotto Casarri
por Keice Granzotto Casarri
Vários autores definiram e, na imensa quantidade de definições, o essencial se repete: a complexidade da comunicação. Sim, a comunicação é complexa e o interessante é perceber que isso acontece porque ela é confundida com a própria vida. Comunicar é uma necessidade básica da pessoa humana; e nessa perspectiva Marcondes (2004) diz que comunicação é:
[...] um acontecimento, um encontro feliz, o momento mágico entre duas intencionalidades [...] ela vem da criação de um ambiente comum em que os dois lados participam e extraem de sua participação algo novo, inesperado, que não estava em nenhum deles, e que altera o estatuto anterior de ambos, apesar de as diferenças individuais se manterem. Ela não funde duas pessoas numa só, pois é impossível que o outro me veja a partir do meu interior, mas é o fato de ambos participarem de um mesmo e único mundo no qual entram e que neles também entra.
A simples difusão de informações não pode ser considerada comunicação. Comunicação é troca, as pessoas são capazes de compreender, interpretar, elaborar e modificar. O ser humano desenvolve troca ao criar interação, por isso, aquilo que define comunicação é o sentimento de partilha.
[...] é construir com o outro um entendimento comum sobre algo. É o fenômeno perceptivo no qual duas consciências partilham na fronteira. O entendimento comum não quer dizer concordância total com os enunciados envolvidos na troca. O entendimento pode ser a conclusão das consciências que discordam dos enunciados uma da outra. A linguagem desponta, então, como objeto cultural de percepção do outro [...] algo de mim passa a compor o outro, e eu passo a ser composto por algo do outro. (DUARTE apud LOPES, 2003)
O homem no contexto social faz cultura e cria linguagens. Linguagem pode ser pensada como um sistema constituído por elementos. São códigos dinâmicos com influência de aspectos históricos, sociológicos e antropológicos. Conviver em sociedade significa utilizar a linguagem, seja ela estrutura verbal ou não-verbal, como instrumento de comunicação e negociação de sentidos.