Expressividade na dança


por Keice Granzotto Casarri

A expressividade se faz presente no comportamento humano e Merleau-Ponty a entende como a maneira espontânea onde as experiências gestuais induzem fenômenos ou significações simbólicas. A expressão corporal pode ser constituída também por gestos não pré-codificados, espontâneos e originados por estímulos diversos. Para a espontaneidade, Peirce  atribui o significado de novidade, frescor e diversidade.

O gesto expressivo é sempre passível de representação e se realiza baseado em uma atividade interna pulsante no limite entre o físico e o psíquico. O resultado é uma imagem de movimento, uma estrutura imagética corporificada, que só é como tal por sua relação eventual com um sentido e insiste em se reestruturar a cada novo investimento da imaginação. “O material é dominado pela intenção do poeta […]” (JUNG, 1991). O processo é criativo. Os gestos vão surgindo no espaço e, quando a imagem de movimento toma corpo, a expressão se torna orgânica.

Alguns chamam a expressividade de dançar com a alma, outros preferem pensar que trata-se de uma entrega. O fato, é que a expressividade reside nas passagens harmoniosas de uma posição a outra.  É o que não deixa a dança mecânica. É a parte que sente e interpreta a música. É o que deixa a dança “mais dança”!

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