No palco, a coreografia


por Keice Granzotto Casarri

Coreografar alunos pode ser um grande desafio para professores. Nesses casos, a coreografia é não somente sobre os passos de dança, pois não se trata de exímios dançarinos. São pessoas comuns, movidas pela vontade de fazer acontecer.

Para lidar com esse cenário, o toque é transformar criatividade em  realidade. Variedade é a palavra chave para  ficar interessante. Vale alterações no ritmo, humor e movimento para criar profundidade e versatilidade.

A coreografia deve ter um estilo e a música é uma ferramenta relevante para apoiar, mas deve melhorar o desempenho dos alunos e não dominá-lo. Sincronizar movimentos é de extrema importância, principalmente quando se dança a dois e em grupo. É melhor ter uma coreografia bem sincronizada por todos, do que uma complexa “sem pé e nem cabeça”. Movimentos simples realizados com precisão são mais eficazes do que os difíceis feitos sem a “limpeza” necessária. Sinta. Sentimento é o que dá vida aos movimentos.

Decidir quantas são as pessoas que irão participar da coreografia e avaliar suas capacidades é primordial. Dizem que uma equipe é tão forte quanto o seu membro mais fraco, por isso, quando se trabalha com diferentes capacidades é necessário criar um senso de igualdade através dos passos. Perceber os limites é fundamental, o professor deve enxergar isto e usar da melhor maneira cada talento individual para que todos se destaquem de forma positiva, contribuindo para o coletivo.

Paciência é uma virtude e não um dom, então,  é isso galera: paciência! Aos alunos para aprender e repetir por diversas vezes os movimentos e aos professores para treinar, corrigir, exigir uma carga adequada de esforço e não dar ênfase ao desproporcional. Flexibilidade é o segredo, as mudanças são inevitáveis em todo trabalho e são parte do processo de desenvolvimento, afinal, o diferencial é se divertir.

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2 Respostas

  1. Keice, adorei as mudanças no seu blog, achei que ele ficou de “cara mais limpa”. Em relação ao post, há um trecho no texto que diz o seguinte “Sentimento é o que dá vida aos movimentos”. Observando casais dançando, percebe-se facilmente quando o casal dança com prazer, pois estão sentindo a música. Quando não há sentimento, a dança se torna um mero e gélido exibicionismo. Ao sentirmos a música, os movimentos ganham lábios que falam por si só! Beijos.

    • Oi Paula,
      que bom que gostou das mudanças no blog. Fazia tempo que estava preparando essa mudança de layout. O “rostinho” dele ficou mais clean mesmo!
      Adorei sua observação sobre o post. Você tem razão, é claro e nítido perceber quando a dança tem sentimento.
      Bjs

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