Mascote publicitária infantil: recurso para escolas de dança


por Keice Granzotto Casarri

Para a psicologia de Gestalt o que vemos ou percebemos está relacionado com a totalidade do campo de observação. Percepção é tudo aquilo que é compreendido do mundo a partir de nossas experiências vividas na sociedade. Cada um possui uma maneira de interpretar e perceber o mundo, porque as pessoas vivem experiências diferentes umas das outras.

Quando se fala em percepção na comunicação, fala-se da maneira como os consumidores enxergam os produtos/serviços/marcas e como os produtos/serviços/marcas se posicionam na mente deles.

Se a forma e a organização da uma mensagem forem adequadas aos fatores pessoais que o destinatário ativa quando a interpreta, persuadí-los é um objetivo possível. A mensagem deve conter características particulares de estímulo, que interajam de maneira diferente de acordo com os traços específicos da personalidade do indivíduo.

O Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que as crianças representam, aproximadamente, 37.245.906 de brasileiros, quase 22% da população do país.Com essas estatísticas, as empresas estão preocupadas em atrair cada vez mais a atenção da garotada.

Um recurso muito utilizado pela publicidade é o uso de mascotes para acompanhar produtos/serviços/marcas. No mercado infantil, é onde estão concentradas a maior parte das mascotes publicitárias, isso porque a criança está em desenvolvimento constante de aptidões de identificação e, uma das mais relevantes,  é a de ser como o outro. Nesses casos, a personagem é humanizada. A criança admira e imita a personagem, pois quer possuir certas características dela.

Assim, tentando antecipar tendências, atrevo-me a sugerir para as escolas de dança que  criem uma mascote publicitária e façam com que ela esteja presente na divulgação de turmas destinadas à crianças. Não me recordo de ter visto nenhuma escola de dança utilizando-se dessa ferramenta publicitária, talvez  porque tenha me faltado um pouco de atenção ou memória… ou porque não exista mesmo. Talvez ninguém tenha pensado “fora da caixa”. 

Para as escolas que decidirem adotar essa estratégia, acredito que será inovador, além de uma grande ajuda para alavancar as vendas em um nicho específico. No universo infantil, a personagem cria um estado psicológico menos defensivo e a mascote se tornará  uma “terceira pessoa”, a porta-voz  das mensagens anunciadas pela a escola. 

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4 Respostas

  1. Acho que seria uma ótima idéia, porém a escola tem de estar preparada para receber esse público que é diferente e exige cuidados especiais. Mauro

    • Mauro,
      Bem lembrado! O público infantil exige cuidados específicos e as escolas precisam se adaptar antes de começar a trabalhar com esse nicho. Obrigada pela contribuição

  2. A influência da opinião da criança na escolha de produtos é indiscutível. Esta aproximação ao publico infantil tem sido explorada inclusive por times de futebol. Recentemente o Corinthians firmou parceria com o cartunista Ziraldo, que modernizou o mascote mosqueteiro justamente para atrair o gosto da criançada e de quebra vender novos produto da marca. A Telefônica que já possuía o Super 15, agora divulga o Speedy com crianças vestidas de super-heróis. Um mascote nas academias de dança além de atrair alunos para turmas infantis reforçaria o preferência dos pais na hora da escolha.

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