Sobre o objeto cênico


por Keice Granzotto Casarri

A banalidade implica a própria invisibilidade do objeto. Figura presente no dia-a-dia como parte da realidade sensível, o objeto é uma entidade que identifica,  faz lembrar,  envaidece e emociona. O que é chamado vulgarmente de “coisa”, pode ser central para um dançarino.

Qualquer elemento inanimado que faça parte e tenha significado para a cena, é chamado de objeto cênico. Este deve ser utilizado com sabedoria, pois pode fazer toda a diferença em um espetáculo, permitindo composições coreográficas inovadoras e de sucesso.   

O uso dessa ferramenta de arte vai além da pragmática do funcionamento e extrapola a intenção do espetáculo. Serve tanto para a representação dramática – na composição do sentido intencional  – quanto para conduzir a coreografia, neste caso ele é mais do que uma unidade cenográfica.

Para a dança o objeto aparece como personagem, marca espaço e representa uma um papel no processo. Quem consegue  dominar esse item tem um grande trunfo nas mãos.

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