As energias também dançam


por Keice Granzotto Casarri

O  Feng Shui, uma técnica milenar chinesa que estuda a harmonização dos ambientes,  diz: “…tudo aquilo que ocorre de bom ou de ruim dentro de um local, fica impregnado nos objetos, móveis, portas, janelas e paredes deste ambiente…” (Terra, Vida e Estilo). E se até para as formas inanimadas as energias deixam resquícios e transmitem sensações, com as pessoas não é diferente.

Além de todos os tipos de comunicação possíveis:  fala, audição, toque, visão, escrita e etc, estamos ininterruptamente nos comunicando energeticamente. O nosso corpo é uma condensação de energia. As células se renovam a cada instante e quando se convive muito com uma pessoa, a troca de energia é reincidente e constante. Assim, depois de um tempo, nota-se que os indivíduos passam a ser mais parecidos. Isso ocorre, pois adquiriram traços de personalidade, de pensamento, de agir e de gosto, “emprestados” um do outro.

Nossas células, órgãos, sistemas e a mente se comunicam em relações interpessoais e com o mundo a nossa volta. A comunicação sadia e pautada pela troca de energias equilibradas e cooperativas é perfeitamente comum, mas muitas vezes, liberamos energia e não interiorizamos nada. Quando isso acontece, é bem possível que estejamos lidando com sugadores de energia.

Um sugador é alguém que praticamente não tem energia para trocar, ele absorve tudo que recebe e não retorna nada para a outra pessoa. As características dos sugadores são muitas, mas a principal e da qual todas as demais derivam, é o egocentrismo. As pessoas egocêntricas consideram que tudo gira em torno delas, só olham para seus umbigos, pensam unicamente em seus próprios interesses e se julgam o estado da perfeição. Quanto mais voltada apenas para si mesma uma pessoa for, maior será sua necessidade de sugar a energia dos outros.

A grande proximidade de corpos que a dança de salão proporciona, também acarreta uma simbiose de energia. Durante uma dança, estamos trocando e estabelecendo os mais variados tipos de combinações energéticas.

Um par dançando entrosado no salão, demonstra que há uma troca de energia positiva e a dança, canalizará e expandirá bons fluídos, levando a sensação de bem-estar para quem está ao redor.  Em contrapartida, quando um casal ou um dos dois, emana energias negativas ou é um sugador, se formará na pista um vácuo envolta deles. As pessoas se afastam e os que ficam próximos, ao invés de admirarem a dança em estado de euforia e entusiasmo, apenas sentem um mal-estar sem tamanho e “inexplicável”.

Esta é uma das razões de porque apreciamos uma determinada pessoa dançando e outra não. É também uma das explicações para o fato de porque gostamos de dançar com um(a) parceiro(a) e com outro(a) não. E  é mais um dos muitos motivos para tomar cuidado em manter próximo de nós, principalmente na dança,  apenas aqueles quem têm coisas boas para acrescentar e oferecer. Não se esqueçam: aquilo que tenho, é aquilo que dou.

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