O tal do assédio moral


por Keice Granzotto Casarri

A violência moral, não é um fenômeno novo e  tem como pano de fundo uma questão crucial nos dias de hoje: a ética e a moral.  Ética pode ser definida como a ciência que estuda a conduta humana. Moral é a qualidade desta conduta, quando julga-se do ponto de vista do bem e do mal.

Segundo o dicionário Aurélio, o assédio moral está ligado à situações humilhantes e/ou constrangedoras. No livro “Assédio Moral: a violência perversa no cotidiano” (HIRIGOYEN, 2000), o autor define  a prática como “o conjunto de atitudes, quase invisíveis,(…)com o fim de diminuir o outro (…)em palavras, gestos, ações ou omissões”  e afirma ainda, que o meio educativo é um dos mais afetados pela presença de assédio moral, onde os métodos mais usados são as manobras de isolamento e a recusa de comunicação.

Considerando professores dança como arte-educadores, o apontamento de Hirigoyen é, infelizmente, realista. Basta navegar em sites de reclamações ou ouvir alguns relatos, que é possível perceber que existem profissionais que dão tratamento excludente à seus alunos e se dedicam a atos discriminatórios, em razão de aparência física, idade, dificuldade de aprendizado ou qualquer outro motivo.

O traço unificador entre o docente e o discente, o prazer entre aprender e ensinar,  está sendo esquecido ou ignorado por alguns profissionais  –  se é que podem ser assim classificados . É fato que, um(a) professor(a) dança, possui maior capacitação técnica que um aluno, mas ter uma titulação, não deveria fazer ninguém se sentir inalcançável, insubstituível ou imbatível.

Um(a) professor(a) não é só reconhecido por  seus conhecimentos e habilidades, ele(a) se torna respeitado(a)  quando oferece serviços de qualidade e quando também demonstra respeito por sua área de atuação, seu colegas de profissão e, principalmente, por seus alunos.  Docentes que se julgam superiores a tudo e a todos, acabam por ganhar uma legião de contra-fãs e, a longo prazo, um futuro bem pouco promissor.

O alerta fica para os dirigentes de escolas de dança: atentem-se para as atitudes da sua equipe de professores.  Cuidado com a baixa índole profissional, pois como é possível que  uma escola cresça, prospere e atinja objetivos maiores, se os  responsáveis por gerir o principal aspecto do negócio – ensinar –  não cumprem se quer os princípios básicos que norteiam a conduta humana na sociedade?

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3 Respostas

  1. Perfeito!!!
    Infelizmente alguns responsáveis por de escolas só percebem o quanto estão equivocados em aceitar e admitir esse tipo de discriminação em seu espaço, quando quem sofre isso procura seus direitos legais e os faz entender que é preciso ser ético em todos os sentidos.

  2. O assédio moral é um absurdo. O que se espera nas escolas de dança – como em outras escolas – é o ensino e o respeito ao ser humano. Só resta a denúncia para quem for importunado e desta forma se tentar separar o joio do trigo, para não manchar a reputação das escolas e professores sérios e comprometidos.

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