Feliz 2014! São 4 anos para festejar


por Keice Granzotto Casarri

4 anosSim, são 04 anos de blog! E agradeço à todos os leitores por esse tempo. A presença (online) de vocês é que faz com que esse espaço permaneça!

Nos últimos meses do ano passado, devido à alguns projetos particulares, não consegui muito tempo para escrever novos artigos e por isso o blog ficou sem atualizações, contudo, a página do Facebook está sempre ativa, então, passem por lá! Há sempre uma imagem, uma frase, um comentário e etc. Já somos quase 700 curtidores! Se você ainda não curtiu, não perca mais tempo. Vem participar e comentar: http://www.facebook.com.br/blogtodocomposto

Aproveito também para desejar um lindo 2014 à todos. O ano começou e ainda não havia passado por aqui para desejar um tanto de coisas boas! Espero que nesse ano, a vida nos convide mais vezes para dançar e que não tenhamos tempo de recusar o convite!

O blog no Facebook


por Keice Granzotto Casarri

E a partir de hoje, o Todo Composto, também tem sua página no Facebook.
Para quem segue e blog e quer ficar ainda mais atualizado, pode curtir a página clicando na barra lateral à direita!
Espero ver todos os leitores por lá.

Parabéns aos poetas dos gestos


por Keice Granzotto Casarri

29/04 – Feliz Dia Internacional da Dança para todos que amam dançar!

“A beleza de uma dança, não vem de um amontoado de passos técnicos para exibir dons, impressionar platéias e satisfazer egos. O que produz beleza, é o que somos. É o que se é por dentro, que aparece por fora.” (Wendell Aragão)

E para comemorar, que tal sair hoje para dançar?

Coreologia, a forma escrita da dança


por Keice Granzotto Casarri

Sendo a dança uma linguagem, é possível enxergá-la também como uma gramática. É como se o dançarino/bailarino/coreografo, ao compor e interpretar a obra, escrevesse um poema ou um romance, cuja lógica é entendida e pode ser verbalizada em palavras, ganhando assim uma finalidade.

A coreologia é a ciência que lida com a ordem  e o equilíbrio da dança. “…Uma abordagem unificada do estudo da dança, propondo que prática e teoria não devem estar separadas e que o conhecimento coreológico combina pensamento e sentimentos juntos ao fazer da dança.” (Dicionário Laban). É a síntese da linguagem do movimento, que lida não só com sua forma exterior, mas também com seu conteúdo mental e emocional.

Conhecer esse sistema de estudo, possibilita uma melhor compreensão de como a dança se organiza: partes do corpo (anatomia), ações (saltar, girar, rolar e etc), dinâmicas (como e quando o corpo se movo), relacionamentos (proximidade, entrosamento e etc), dançarino (classificado  de acordo com o gênero, corpo, idade e experiência de vida e etc) em relação aos sons e ao espaço.

Os aspectos citados no parágrafo anterior, são investigações relevantes e importantes, pois  cada gênero específico de dança implica uma combinação de elementos que constituem seu código, como território fixo, uma identidade e, na medida em que essa compreensão segue a lógica da representação, o sentido da dança está completo e se fecha em um significado (conteúdo) e um significante (forma).

As energias também dançam


por Keice Granzotto Casarri

O  Feng Shui, uma técnica milenar chinesa que estuda a harmonização dos ambientes,  diz: “…tudo aquilo que ocorre de bom ou de ruim dentro de um local, fica impregnado nos objetos, móveis, portas, janelas e paredes deste ambiente…” (Terra, Vida e Estilo). E se até para as formas inanimadas as energias deixam resquícios e transmitem sensações, com as pessoas não é diferente.

Além de todos os tipos de comunicação possíveis:  fala, audição, toque, visão, escrita e etc, estamos ininterruptamente nos comunicando energeticamente. O nosso corpo é uma condensação de energia. As células se renovam a cada instante e quando se convive muito com uma pessoa, a troca de energia é reincidente e constante. Assim, depois de um tempo, nota-se que os indivíduos passam a ser mais parecidos. Isso ocorre, pois adquiriram traços de personalidade, de pensamento, de agir e de gosto, “emprestados” um do outro.

Nossas células, órgãos, sistemas e a mente se comunicam em relações interpessoais e com o mundo a nossa volta. A comunicação sadia e pautada pela troca de energias equilibradas e cooperativas é perfeitamente comum, mas muitas vezes, liberamos energia e não interiorizamos nada. Quando isso acontece, é bem possível que estejamos lidando com sugadores de energia.

Um sugador é alguém que praticamente não tem energia para trocar, ele absorve tudo que recebe e não retorna nada para a outra pessoa. As características dos sugadores são muitas, mas a principal e da qual todas as demais derivam, é o egocentrismo. As pessoas egocêntricas consideram que tudo gira em torno delas, só olham para seus umbigos, pensam unicamente em seus próprios interesses e se julgam o estado da perfeição. Quanto mais voltada apenas para si mesma uma pessoa for, maior será sua necessidade de sugar a energia dos outros.

A grande proximidade de corpos que a dança de salão proporciona, também acarreta uma simbiose de energia. Durante uma dança, estamos trocando e estabelecendo os mais variados tipos de combinações energéticas.

Um par dançando entrosado no salão, demonstra que há uma troca de energia positiva e a dança, canalizará e expandirá bons fluídos, levando a sensação de bem-estar para quem está ao redor.  Em contrapartida, quando um casal ou um dos dois, emana energias negativas ou é um sugador, se formará na pista um vácuo envolta deles. As pessoas se afastam e os que ficam próximos, ao invés de admirarem a dança em estado de euforia e entusiasmo, apenas sentem um mal-estar sem tamanho e “inexplicável”.

Esta é uma das razões de porque apreciamos uma determinada pessoa dançando e outra não. É também uma das explicações para o fato de porque gostamos de dançar com um(a) parceiro(a) e com outro(a) não. E  é mais um dos muitos motivos para tomar cuidado em manter próximo de nós, principalmente na dança,  apenas aqueles quem têm coisas boas para acrescentar e oferecer. Não se esqueçam: aquilo que tenho, é aquilo que dou.

Parceiros: os operários da dança


por Keice Granzotto Casarri

Poderia ser fácil como escolher um guarda-chuva enquanto chove: você compra e pronto! Infelizmente não é. Dança é química, uma composição rara e,  por isso, no tocante aos dançarinos profissionais, não dá para escolher qualquer “guarda-chuva”. Qualquer parceiro(a), não serve.

Profissionais habilidosos, quando dançam juntos, são verdadeiros operários que constroem uma história. Quando um dos dois é ruim e está à quem do outro, não há o que construir.

Dança de salão é dança de salão. Saber dançar jazz, ballet, street dance, sapateado ou o que quer que seja, não qualifica ninguém como um bom par para a dança social. Dançar a dois tem outra linha. Linhas invisíveis por sinal.

Não adianta ser um dançarino(a) altamente capaz, se você escolher um parceiro(a) que domina infinitamente menos, ou nada, sobre a dança de salão e não tem (ou só finge ter) humildade para aceitar o aprendizado e receber correções.

Cada um dança aquilo que é e, durante uma dança, você só poderá ser tão bom quanto o outro lhe permitir ser. Talvez você não mude seu par, mas ele(a) poderá mudar você e pasme: para pior! Não dance com um borrão, um gelo de pessoa  que os pés, braços e face não trazem nenhuma expressão, alguém que só executa movimentos, muitas vezes bem mal executados, e lhe impede de conquistar todos os passos subjetivos existentes em uma melodia.

Procure um(a) parceiro(a) com quem goste de dançar e com quem você possa fazer o seu melhor, que lhe motive a ser sempre mais e lhe dê confiança para chegar até aos próximos passos. Se não for assim, sua a dança será só uma música, que durará por alguns minutos e acabará. Não haverá sentimento, entrega, cumplicidade e leveza. Acredite, colocará sua excelência em jogo, perderá a sua  essência e vai “sumir” enquanto dança.

Dançar a dois, é estar envolvido no mesmo compasso. É uma troca intensa de harmonia, uma energia capaz de desenhar sons e hipnotizar espectadores. Uma boa parceria provoca arrepios, não de susto, de emoção. Se no fim de uma apresentação seus olhos não brilharem e uma parte da platéia nem aplaudir, saiba: você está dançando com quem nunca vai dançar com você.

2 anos de Todo Composto


por Keice Granzotto Casarri

74 posts depois e 119 comentários mais tarde, o blog comemora o 2º aniversário. Isso mesmo, 2 anos!

Leitores, muito obrigada por mais um ano. Que venham muitos ainda e que durem enquanto meus neurônios puderem gerar conteúdos atuais…rs e puder contar com a participação de vocês!