Eu já danço! Como lidar com os sabichões autodidatas?


por Keice Granzotto Casarri

Vire e mexe, aparece alguém em uma escola de dança pedindo informação e, quando a recepcionista inicia a conversa e pergunta se a pessoa já tem alguma experiência em dança, a resposta vem com todas as letras: ” – Eu já sei dançar…nunca fiz aulas, mas danço!” Como agir nessas situações?

Normalmente estas pessoas, de fato, já se desenvolveram sozinhas e chegam a escola deslumbradas com a possibilidade de aumentar o seu repertório de passos. Nessa hora, o melhor é explicar a importância de uma base técnica e ressaltar que todo aprendizado conquistado na prática da vida dançante, nem sempre oferece condições para que se aprenda movimentos mais elaborados e os execute de forma correta.

Grande parte dos indivíduos, entretanto, ficam decepcionados e incrédulos sobre esse argumento e não aceitam participar de uma turma de nível mais abaixo do que o nível que eles julgam estar. Assim, só há uma solução: colocar o cordeiro na jaula dos leões.

Às vezes, é o melhor para se fazer entender. Deixe a pessoa sentir. Coloque o interessado para fazer uma aula experimental em uma turma mais avançada, naquela da qual ele diz pertencer. Aceite o risco! Temos 50% a favor e 50%contra: ou a pessoa sai envergonhada e nunca mais aparece, ou realmente sentiu a sinceridade da explicação e se torna um aluno “fiel” da escola.

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E o nome da sua escola?


por Keice Granzotto Casarri

Muitas vezes, um nome, pode ser fator determinante para o sucesso de um negócio. Por isso, para escolhê-lo é preciso dedicação e estudos. Vai abrir uma escola? Então, antes de decidir, leia as dicas abaixo. São simples e muito valiosas.

1º Planeje
Um nome não pode ser somente uma preferência pessoal. É preciso reflexão, pois será o identificador fundamental da sua escola, é ele que chegará aos alunos e será o carro chefe do posicionamento que deseja ter no mercado.

2º Escolha nomes curtos
Um bom nome precisa ser fácil de gravar, como Nike e Apple, por exemplo. Nomes longos ou difíceis de serem escritos, entendidos ou pronunciados, não criam memória residual, o que dificulta a propagação do nome da sua escola, principalmente, no “boca-a-boca”.

3º Não se aproxime do concorrente.
Ter um nome muito parecido com o do concorrente, não é uma estratégia muito vantajosa. O público acaba se confundindo e apesar de funcionar às vezes, a médio prazo a escola será vista como uma cópia e sem identidade própria.

4º Não associe o próprio nome
Esse caso é uma faca de dois gumes, quando você associa seu nome a uma escola, fica para sempre. Se no futuro pisar na bola e falir o negócio, seu nome afunda junto com a escola. Você ficará marcado como “o incompetente”

5º Não recorra a outros idiomas
Neste caso, o erro não é usar termos em inglês ou de outras línguas estrangeiras, e sim, não se preocupar se será de fácil entendimento e pronúncia. Se os alunos tiverem problemas para pronunciar ou escrever o nome, que dirá novos consumidores.

6º Atenção para sonoridade
Há propriedades fonéticas que são bem apropriadas para determinados segmentos. Por isso, antes de nomear sua escola, é recomendado que seja pesquisado quais vogais e consoantes são aconselhadas para determinados mercados. Um nome com sonoridade ruim não cria simpatia.

Enquanto um nome criativo e apropriado pode impressionar futuro clientes e agradar aos seus alunos, escolher um nome sem originalidade e sem graça pode transmitir a mensagem errada: falta de entusiasmo com relação a escola. Não há fórmula mágica, mas existem algumas características comuns a todos os nomes de sucesso de empresas líderes em seus mercados: a listinha acima…

Para falir sua escola


por Keice Granzotto Casarri

Sydney Finkelstein, autor de “Why Smart Executives Fail”, definiu sete hábitos caracterizadores das pessoas excepcionalmente malsucedidas. Praticamente todos os líderes responsáveis pelos mais terríveis fracassos empresariais apresentam, no mínimo, quatro ou cinco desses hábitos. E se eles se aplicam a líderes de grandes corporações, podem muito bem ser aplicados a empreendedores de pequenos e médio porte.

Abaixo uma releitura dos hábitos de Finkelstein, aplicados para escolas de dança. Você, empresário do setor, que deseja falir seu negócio, siga criteriosamente essas indicações:

  1. Veja a si mesmo e a sua escola como protagonistas de seu segmento. Sinta superioridade, aja como se os alunos fossem grandes felizardos por frequentarem suas aulas.
  2. Use sua escola para a realização de suas ambições pessoais e misture com sua vida particular. Inclusive, sempre que possível, utilize-se do fluxo financeiro.
  3. Seja arrogante. Mantenha a ostentação, a vanglória e a futilidade. Julgue-se detentor de todas as respostas e deixe de aprender. Decida tudo rapidamente, sem avaliar todas as implicações e se quiser fazer melhor, não tome posição sobre nada.
  4. Elimine impiedosamente aqueles que não concordam integralmente contigo. Seja movido pelo orgulho e pela soberba. Afaste todas as pessoas com pontos de vista contrários e discordantes e nunca ouça as sugestões para melhorias ou correção de problemas.
  5. Deixe que todos os colaboradores divulguem como e o que quiserem sobre a escola, e torne-se obcecado por aparecer e ostentar sua imagem. Esqueça-se de grande parte das operações diárias e dos alunos, coloque-os em segundo plano.
  6. Subestime os obstáculos. Seja fascinado pelo desejo de conquista e não avalie as dificuldades. Quando os problemas surgirem, não reavalie o curso de suas ações e superestime a extensão do que pode controlar. Continue achando que você sempre dará um jeito, porque  você é insuperável.
  7. Confie em modelos bem sucedidos. Faça apenas o que já foi testado e aprovado em experiências anteriores. Insista em oferecer um serviço e um atendimento que deixa de levar em conta as inovações e a satisfação dos alunos.

O antídoto? Seja humilde, organize-se, tenha uma atitude de aprender, aceite a diversidade, apareça na medida certa, inove e haja o que houve, aja.

Empresários bem sucedidos baseiam-se na ética do caráter, que ensina que existem princípios básicos e que as pessoas só podem conquistar seu verdadeiro sucesso quando aprendem a se integrar com esse princípios. Bons adminstradores cuidam  do presente e preocupam-se com o futuro, porque reconhecem que também estão à mercê de circunstâncias em constante mutações e sabem que não é possível dominar tudo, o tempo todo.

Uma “mãozinha” de TI: CRM


por Keice Granzotto Casarri

Segundo Kotler (2011),  as empresas perdem em média 10% dos seus clientes a cada ano e conquistar novos pode custar até 5 vezes mais do que satisfazer e reter os já existentes, uma vez que a taxa de lucro por cliente tende a aumentar ao longo do tempo do cliente retido. Por isso, um dos capitais mais preciosos que uma empresa pode ter são clientes satisfeitos.

O marketing sustenta a ideia que é preciso determinar as necessidades e desejos dos clientes e proporcionar a satisfação de forma mais eficiente que os concorrentes. Assim, é preciso dotar a empresa de meios que permitam conhecer e relacionar-se melhor com seu público.

Esses meios integrados deram origem a um conceito chamado de CRM – Customer Relationship Management (Gerenciamento do Relacionamento com o Cliente).  O CRM é uma classe de ferramentas que automatizam as funções de contato com os clientes e criam um valioso grupo de informações práticas e comportamentais. Em resumo, é basicamente a integração do Marketing e da Tecnologia da Informação (TI).

Normalmente, o CRM é baseado em quatro pilares estratégicos: identificar, diferenciar, interagir e personalizar. Através dessas bases, é possível conhecer o cliente individualmente;  diferenciá-lo de acordo com a sua necessidade; interagir com feedback, mostrando estar sempre atualizado e por fim personalizar o atendimento, usando o conhecimento adquirido em todos os pilares, para desenvolver uma variedade de serviços específicos.

Na grande maioria de escolas de dança, o marketing de relacionamento muitas vezes já é praticado de forma cotidiana e informal, entretanto, a implantação de uma ferramenta analítica pode gerar grandes vantagens, entre elas:

  • Ciclo de vida de um aluno na escola. Por quanto tempo a maioria frequenta a escola antes de sair?;
  • Feedback de alunos para melhorar a qualidade do ambiente, profissionais, atendimento e serviços;
  • Oferecimento de novos serviços, baseado em características semelhantes dos frequentadores da escola;
  • Otimizar recursos em marketing realizando ações e atingindo diretamente um determinado público-alvo;
  • Separação dos alunos mais antigos e dos que geram maior lucratividade, afim de tratá-los de forma prioritária;
  • Elencar leads (contatos de possíveis alunos) para ações futuras;
  • Otimizar a percepção de valor da imagem/marca da escola.

Antigamente, falar em informatização era sinal de gastos estrondosos, hoje em dia, esse cenário já aparece diferente. No mercado, há opções de CRM para todos os bolsos. Vale a pena pesquisar um pouco e, se possível fazer esse investimento.

Os objetivos alcançados, tanto quanto os relacionamentos firmados pesam bastante na decisão de uma pessoa em permanecer ou não como cliente de um estabelecimento. Afinal, não é nada fácil induzir clientes satisfeitos a trocar seus fornecedores atuais. Grandes empresas e grandes empresários já trilham este caminho e garanto, o ponto de chegada é um infinito de possibilidades, oportunidades e sucesso.

A liderança míope causa danos


por Keice Granzotto Casarri

O dirigente de uma escola de dança, tem a função de criar eixos importantes e encontrar maneiras de alcançar vantagens competitivas. Todavia, antes de tentar conquistar corações externos, é preciso olhar para dentro. Os colaboradores de uma escola são os grandes responsáveis, e os maiores multiplicadores, da imagem e dos valores da empresa perante o mercado. É aí que mora o perigo.

Uma questão primordial e muitas vezes decisiva para o sucesso de qualquer atividade realizada, é a comunicação. Um processo de comunicação eficiente, atuando de forma sistêmica e integrada, torna-se um instrumento poderoso, mas quando é mal administrado, pode causar desastres. O ideal é ter um manual de conduta. É preciso discutir com os funcionários e deixar claro o que é “permitido” (ou não) pela direção. Quais as atitudes aceitáveis?

Quem se preocupa com o que comunica e, principalmente, com o que a equipe está comunicando, protege seu  patrimônio. Nenhum funcionário pode ter o livre arbítrio de fazer qualquer tipo de divulgação para a escola ou falar em nome do proprietário.

Cuidado com os burros motivados, normalmente eles recebem o título de braço-direito, mas são quebra-galhos e do ponto de vista promocional, não são especialistas. Não possuem conhecimento em marketing, comunicação, branding, mercado, estudos de comportamento de consumidor e etc para tratar de divulgar nada.

Tenho visto coisas absurdas e assustadoras! Divulgações de eventos, realizadas por funcionários, onde apelidos “carinhosos” de membros da equipe da escola, são mencionados. Uma situação, no mínimo questionável, que denigre uma imagem e demonstra total amadorismo. Não se usa brincadeiras, principalmente pejorativas, para promover qualquer ação. Uma empresa não é um circo e nem o “Fantástico Mundo de Bob”.  Clientes são impactados por todo tipo de mensagem produzida, eles pensam e interpretam.

Já diz o ditado: “é o olho do dono que engorda o gado”. Cabe ao proprietário de uma escola não ser míope nessas questões e enxergar os prejuízos que pode ter. É preciso estar atento e minar, imediatamente, esses acontecimentos. Nenhum estabelecimento pode atingir a grandeza sem ter um líder tomado pela vontade de vencer e fazer sempre o seu melhor. Um líder capaz de implementar hierarquias e ética profissional. Se isso não acontecer, a escola não passará de uma série de compartimentos sem um forte senso de objetivo e direção.

Ter a mera sobrevivência de uma empresa como meta, é medíocre. O proprietário, mais que qualquer um, precisa exatamente saber para onde deseja ir. Se qualquer caminho servir, se qualquer imagem for suficiente, é melhor fechar as portas e ir pescar.

O “sorvete social” para as escolas de dança


por Keice Granzotto Casarri

Mídias sociais são ferramentas online projetadas para permitir a interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informação nos mais diversos formatos.

Essas mídias abrangem diversas atividades que integram tecnologia e a construção de palavras, fotos, vídeos e áudios. a maneira que a informação é apresentada depende das várias perspectivas de quem compartilhou o conteúdo, já que este conteúdo é parte de sua história e entendimento de mundo.

Novas ferramentas de mídias sociais vêm surgindo e se estabelecendo, passam por mutações naturais, como os blogs que nasceram como diários virtuais e tiveram sua natureza diversificada com o tempo, a ponto de se tornarem, inclusive, instrumentos de efetiva geração de negócios.

Para professores e escolas de dança, fica ai a dica: liberdade de comunicação interativa, é a base da receita para que as plataformas de mídias sociais possam ser classificadas como uma das mais influentes formas de mídia até hoje criada. Assistam o video para conhecer um pouco da história do “sorvete social” e entender melhor o processo de redes de mídias sociais. É fácil perceber como elas podem ser utéis para fidelizar e conquistar novos alunos!

 

Dança em alto mar: uma visão de marketing


por Keice Granzotto Casari

Não seria bom, para as escolas e profissionais da dança, se existisse um local que reunisse pessoas com um interesse em comum por vários dias consecutivos? Como espécie de concentração em massa, um público unido pelo mesmo prazer: a dança. Indivíduos prontinhos para conhecer escolas, professores, profissionais, marcas e etc . Agora, a boa notícia: esse “mundo sob medida” existe! Trata-se dos cruzeiros temáticos com foco em dança.

O Brasil é um dos cinco mercados marítimos que mais crescem no mundo, atrás apenas da Espanha, Itália, Inglaterra e Austrália. O mercado brasileiro é o maior mercado mundial de cruzeiros temáticos e a ABREMAR, registra crescimento médio de 33% ao ano, tendo movimentado, na temporada 2009/2010, US$ 534 milhões.

Um cruzeiro temático de dança é uma boa opção de lazer para quem quer fazer uma viagem  diferente e uma ótima oportunidade de marketing para os profissionais do ramo. Vale a pena que escolas e professores invistam em patrocínios e presenças nesses eventos. Embarcar na maior pista de dança dos mares é ficar perto do público-alvo durante 24 horas e é uma maneira de personalizar toda a experiência de dançar. Lembrem-se: inovar é uma forma de crescer  e conquistar novos clientes.