E o nome da sua escola?


por Keice Granzotto Casarri

Muitas vezes, um nome, pode ser fator determinante para o sucesso de um negócio. Por isso, para escolhê-lo é preciso dedicação e estudos. Vai abrir uma escola? Então, antes de decidir, leia as dicas abaixo. São simples e muito valiosas.

1º Planeje
Um nome não pode ser somente uma preferência pessoal. É preciso reflexão, pois será o identificador fundamental da sua escola, é ele que chegará aos alunos e será o carro chefe do posicionamento que deseja ter no mercado.

2º Escolha nomes curtos
Um bom nome precisa ser fácil de gravar, como Nike e Apple, por exemplo. Nomes longos ou difíceis de serem escritos, entendidos ou pronunciados, não criam memória residual, o que dificulta a propagação do nome da sua escola, principalmente, no “boca-a-boca”.

3º Não se aproxime do concorrente.
Ter um nome muito parecido com o do concorrente, não é uma estratégia muito vantajosa. O público acaba se confundindo e apesar de funcionar às vezes, a médio prazo a escola será vista como uma cópia e sem identidade própria.

4º Não associe o próprio nome
Esse caso é uma faca de dois gumes, quando você associa seu nome a uma escola, fica para sempre. Se no futuro pisar na bola e falir o negócio, seu nome afunda junto com a escola. Você ficará marcado como “o incompetente”

5º Não recorra a outros idiomas
Neste caso, o erro não é usar termos em inglês ou de outras línguas estrangeiras, e sim, não se preocupar se será de fácil entendimento e pronúncia. Se os alunos tiverem problemas para pronunciar ou escrever o nome, que dirá novos consumidores.

6º Atenção para sonoridade
Há propriedades fonéticas que são bem apropriadas para determinados segmentos. Por isso, antes de nomear sua escola, é recomendado que seja pesquisado quais vogais e consoantes são aconselhadas para determinados mercados. Um nome com sonoridade ruim não cria simpatia.

Enquanto um nome criativo e apropriado pode impressionar futuro clientes e agradar aos seus alunos, escolher um nome sem originalidade e sem graça pode transmitir a mensagem errada: falta de entusiasmo com relação a escola. Não há fórmula mágica, mas existem algumas características comuns a todos os nomes de sucesso de empresas líderes em seus mercados: a listinha acima…

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Aprendiz, sempre aprendiz


por Keice Granzotto Casarri

Nas entrelinhas das diversas aulas dançantes que existem por aí, está o desafio de provocar as pessoas a saírem da sua zona de conforto. Esse desafio se torna ainda maior quando os alunos são veteranos ou profissionais de dança, que tendem quase que instintivamente, a se armarem e erguer suas defesas para minimizar o incômodo das novidades. É o famoso: sempre fiz assim e vou continuar assim!

Que tal abrir espaço para o novo? Novos avanços revigoram o ânimo, geram motivação para ir a diante e conquistar sempre mais. Não importa há quanto tempo convive com a dança, trazer a tona o comportamento de ser puro e simples aprendiz é importante, pois uma aula é um processo. Entregue-se ao que está sendo proposto, vivencie da maneira mais aberta possível, olhe por outra perspectiva e só depois, quando tudo terminar, analise se os ensinamentos podem ser úteis e satisfatórios.

Não estou sugerindo que se deva ser passivo ou submisso durante uma aula de dança, principalmente quando se tem repertório e bagagem. Um bom aprendiz é participativo, pergunta, sugestiona, debate e argumenta, mas não com uma postura defensiva, de crítica e de dono da verdade, o intuito deve ser o de construir conhecimentos para desenvolver e aperfeiçoar habilidades.

Não se esqueça, alguém sempre pode te trazer uma facilidade ou uma melhora ainda não pensada. Na dança, uma verdade única é rara e improvável, as coisas costumam ter vários caminhos e vertentes, e o resultado só acontece, se o que se aprende é posto em prática no cotidiano. A frase de Guimarães Rosa cabe como uma luva e encerra harmoniosamente esse artigo: “mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente, aprende”.

É pique, é pique


por Keice Granzotto Casarri

3 é o número da vez.

Sim, já são três velinhas! Há três anos aparecia por aqui o primeiro artigo e mais do que quantidade de posts, comentários ou acessos, o que importa é a qualidade do conteúdo, a riqueza do que se aprende e compartilha, a marca que se deixa e as portas que se abrem.

Muito feliz por mais esse aniversário do blog. Obrigada leitores, a festa é nossa, minha e SUA, que é a razão principal do sucesso desse espaço.

Dica: aqueles que puderem, comemorem dançando!!!

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2013, viva!


por Keice Granzotto Casarri

Para começar o ano com ritmo total, compartilho uma das minhas pequenas-grandes filosofias:

“Homens e mulheres podem aprender como se movimentar e que passos dar, mas quem vê na dança uma paixão, flutua de um jeito sem explicação. É como se mágica tocasse os pés e brilho, os olhos. Fato: os que amam dançar não usam só o corpo, usam o coração…” {by Keice G. Casarri}

Que 2013 nos traga muitas danças!

Boas Festas


por Keice Granzotto Casarri

Amigos, mais um ano chegou ao fim e desejo à vocês os melhores votos de paz, saúde, realizações e boas festas.
Que no próximo ano as alegrias sejam somadas e os entusiastas da dança continuem crescendo.
Esse ano os posts estão encerrados, mas espero que em 2013 vocês continuem prestigiando e participando do blog.
Feliz Natal e um ano novo incrível.

Boas Festas

O tal do assédio moral


por Keice Granzotto Casarri

A violência moral, não é um fenômeno novo e  tem como pano de fundo uma questão crucial nos dias de hoje: a ética e a moral.  Ética pode ser definida como a ciência que estuda a conduta humana. Moral é a qualidade desta conduta, quando julga-se do ponto de vista do bem e do mal.

Segundo o dicionário Aurélio, o assédio moral está ligado à situações humilhantes e/ou constrangedoras. No livro “Assédio Moral: a violência perversa no cotidiano” (HIRIGOYEN, 2000), o autor define  a prática como “o conjunto de atitudes, quase invisíveis,(…)com o fim de diminuir o outro (…)em palavras, gestos, ações ou omissões”  e afirma ainda, que o meio educativo é um dos mais afetados pela presença de assédio moral, onde os métodos mais usados são as manobras de isolamento e a recusa de comunicação.

Considerando professores dança como arte-educadores, o apontamento de Hirigoyen é, infelizmente, realista. Basta navegar em sites de reclamações ou ouvir alguns relatos, que é possível perceber que existem profissionais que dão tratamento excludente à seus alunos e se dedicam a atos discriminatórios, em razão de aparência física, idade, dificuldade de aprendizado ou qualquer outro motivo.

O traço unificador entre o docente e o discente, o prazer entre aprender e ensinar,  está sendo esquecido ou ignorado por alguns profissionais  –  se é que podem ser assim classificados . É fato que, um(a) professor(a) dança, possui maior capacitação técnica que um aluno, mas ter uma titulação, não deveria fazer ninguém se sentir inalcançável, insubstituível ou imbatível.

Um(a) professor(a) não é só reconhecido por  seus conhecimentos e habilidades, ele(a) se torna respeitado(a)  quando oferece serviços de qualidade e quando também demonstra respeito por sua área de atuação, seu colegas de profissão e, principalmente, por seus alunos.  Docentes que se julgam superiores a tudo e a todos, acabam por ganhar uma legião de contra-fãs e, a longo prazo, um futuro bem pouco promissor.

O alerta fica para os dirigentes de escolas de dança: atentem-se para as atitudes da sua equipe de professores.  Cuidado com a baixa índole profissional, pois como é possível que  uma escola cresça, prospere e atinja objetivos maiores, se os  responsáveis por gerir o principal aspecto do negócio – ensinar –  não cumprem se quer os princípios básicos que norteiam a conduta humana na sociedade?

Zouk, o que estão fazendo com você?


Zoukpor Keice Granzotto Casarri

Quando comecei a dar meus primeiros passos no Zouk, era impressionante a falta de procura por esse ritmo. Nas escolas quase não havia turmas e as que já estavam em andamento, mais cedo do que tarde, acabavam. As pessoas achavam a dança muito difícil e os poucos que tentavam, desistiam, porque (de fato) os movimentos exiges muito do praticante, é preciso treino e paciência.

Atualmente, depois que o Zouk se propagou, cada vez mais, cria-se uma imagem deturpada desse ritmo, que é “meu queridinho”.  Hoje vejo em muitas pistas por aí, o que parece ser um novo estilo de dançar. As pessoas estão deixando a dança mais sexual ao invés de sensual.

Enquanto alguns se esforçam para dançar cada vez melhor, há uma pequena porção que se dedica a ser vulgar, e sofre de vulgaridade por querer ser singular ao extremo. Muitos se aventuram no ritmo por enxergá-lo como uma possibilidade de sedução. Uma maneira de ficar mais próximo de alguém, de colocar uma mão aqui e outra acolá, e entre um cambret e outro, quem sabe não rola uns amassos!? E, sendo bem sincera, tenho sentido esse comportamento muito mais por parte do público feminino.

Tem muita mulher que utiliza-se do Zouk para se sentir a Afrodite da vez, a desejada do momento e, por alguns minutos, exibir suas curvas (poderosas ou não).  E no meio disso, onde fica a  beleza dos movimentos e a elegância? Que se lasquem!?  Falta de pudor e senso de ridículo, também estão saindo para dançar. Tem dias que sinto saudade do passado!

Felizmente, ainda existem aqueles, homens e mulheres, que se entregam ao Zouk de corpo e alma. São os que dançam com técnica, respeitam a qualidade dos movimentos e que com naturalidade, de forma sinuosa e fluida, contagiam e conseguem transmitir todo encantamento dessa dança. Esses sim, conquistam os olhares pelo charme e, consequentemente, se tornam sensuais.

Como diz Jaime Aroxa, “Há dois dias que o ser humano jamais esquece: o dia do seu nascimento e o dia em que ele aprende a dançar”. Então, se liga nesse conselho e antes de dizer que dança Zouk, aprende a dançar!