Feliz 2014! São 4 anos para festejar


por Keice Granzotto Casarri

4 anosSim, são 04 anos de blog! E agradeço à todos os leitores por esse tempo. A presença (online) de vocês é que faz com que esse espaço permaneça!

Nos últimos meses do ano passado, devido à alguns projetos particulares, não consegui muito tempo para escrever novos artigos e por isso o blog ficou sem atualizações, contudo, a página do Facebook está sempre ativa, então, passem por lá! Há sempre uma imagem, uma frase, um comentário e etc. Já somos quase 700 curtidores! Se você ainda não curtiu, não perca mais tempo. Vem participar e comentar: http://www.facebook.com.br/blogtodocomposto

Aproveito também para desejar um lindo 2014 à todos. O ano começou e ainda não havia passado por aqui para desejar um tanto de coisas boas! Espero que nesse ano, a vida nos convide mais vezes para dançar e que não tenhamos tempo de recusar o convite!

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Dia do dançarino de salão


por Keice Granzotto Casarri

Um layout que criei, em homenagem à todos que, como eu, se dedicam a essa arte e também rodopiam pelos salões!

Uma dança, uma personalidade


por Keice Granzotto Casarri

Depois de alguns dias de descanso em razão das festas de fim de ano, estou de volta ao blog. E vamos lá, iniciar as atividades!!!
Abaixo, o post inaugural de 2012:

A expressão da personalidade individual é um elemento que a dança de salão tem o poder de ressaltar . Sabe-se que todo ser humano também se comunica através do movimento e, que tudo que se expressa consciente ou inconscientemente é influenciado por valores, vivências, educação, medos ,anseios e uma porção de sentimentos mais, fatores estes, que  influenciam de maneira decisiva a forma e a postura que cada indivíduo tem ao dançar.

A dança de salão desnuda e torna-se uma potencial reveladora da personalidade de cada um. Nenhuma palavra é necessária e, para um um bom observador, é possível perceber o tipo de raciocínio que um dançarino faz na forma como realiza suas movimentações, como ocupa o espaço e isso quase que, infalivelmente, o revela como pessoa.

“Cada um dança o que é. O belo dança a formosura; o empático sabe fazer seu par feliz; o inseguro dança a desconfiança; o arrogante o desprezo; o exibido pode dançar olhando seu par, mas, move-se para que outros o vejam; …o inteligente dança a sabedoria e desfruta do sentimento que quer; o competidor dança concorrendo; o criativo dança a fantasia; …o sonhador confunde-se com o personagem; o sensível dança amor” (Dança em Pauta)

Dançar o que se é, difere de dançar o que se está. Embora quando feliz dance-se a alegria; triste a amargura; desejoso o sexo; furioso a violência domada, o que se é fica estampado para quem quiser e conseguir ver, esteja-se feliz, triste, apaixonado, enfurecido ou o que for. Quando conseguimos ler a dança de uma pessoa, lemos a sua personalidade.

Boas Festas


por Keice Granzotto Casarri

Pessoal,

No último post do ano – esse – quero agradecer a todos que acompanharam o blog:  muito obrigada!

Desejo boas festas!
Que nesse natal as esperanças se renovem e que, o próximo ano, venha recheado de paz, amor, harmonia, realizações e, claro, muiiiiiitaaaaaa dança.
Até 2011
Bjs

Corpomídia


por Keice Granzotto Casarri

Dançar é produção de sentidos construídos a partir de interações entre os sujeitos (daçarinos, coreógrafos e público espectador) que apreendem e interpretam situações do mundo, relacionando-as às suas experiências de vida.

Katz e Greiner consideram pensar o corpo a partir da sua característica processual, enquanto mídia de si mesmo, forma que batizaram de Teoria Corpomídia:

 “ […] abordagem teórica que é tributária da semiótica peirciana nos usos do conceito de fluxo permanente (semiose) […] e da abordagem filosófica do papel das metáforas na construção da cognição proposta por George Lakoff e Mark Johnson”. (MACHADO, 2007)

Nesse linha de pensamento, o corpo é como um sistema vivo e está em trânsito contínuo de trocas de informações com o ambiente, que comunica ao receber mensagens, interpretá-las e retransmiti-las à sociedade. Se o corpo não encampa da cultura na qual ele está inserido, significa uma falha na construção cultural. As informações do meio se instalam no corpo, que é alterado por elas e continua a se relacionar com o meio, mas agora de outra maneira, o que o leva a propor novas formas de troca.   

Refletindo especificamente sobre a dança de salão, ” […] o corpo assume uma posição de privilégio, pois é quando a contaminação ocorre e pode ser verificada”. (SPANGHERO, 2003).  Ao olhar os passos de uma dança, é possível notar o corpo como mídia, organizando e colecionando informações, sempre em mutação.

“O corpo não é um lugar onde os eventos acontecem e vão embora. Os acontecimentos estão no/são o próprio corpo, ocorrem com pensamentos, veias, dores, pulsações…Somos corpo e não pessoas que possuem um corpo ou habitam um”. (RENGEL, 2007)

Cada informação que chega ao corpo enquanto dançamos reposiciona-o por inteiro. Então, sinta, ouça e dance!

Dança de salão em condomínios


por Keice Granzotto Casarri

Segundo dados do Secovi-SP, atualmente, há cerca de 40 mil condomínios só no Estado de São Paulo e as perspectivas apontam um crescimento de 114% no número de condomínios que oferecerão estruturas de lazer, cada vez maiores, até 2011 (Fonte: Revista Condomínio Etc).

Os dados falam por si e os condomínios estão repletos de serviços para incrementar a saúde e o bem-estar dos moradores. Há muita gente praticando atividade física sem ter que passar pela portaria. Com essa tendência, escolas e professores de dança ganham uma oportunidade batendo a porta: montar e administrar programas de dança de salão dentro dos condomínios.

Segurança, conveniência, entrosamento entre vizinhos e valorização do imóvel são alguns dos principais fatores que fortalecem a boa aceitação da implantação de um programa de dança entre moradores de condomínios, mas o quesito economia também é muito considerado, portanto, a relação custo-benefício deve ser atrativa. O valor da mensalidade não poderá ser superior ao de uma escola de dança.

Para os condomínios, as principais vantagens são: minimizar atritos entre condôminos; Dançar gera socialização, integra e estreita as relações humanas. Diminuição nos riscos de assaltos e redução de gastos; Se o condômino não precisa sair do prédio, a necessidade de abrir e fechar os portões, as portas sociais, acionar controles, ascender às luzes e etc, são menores.

Respeitando o regulamento interno e com a devida autorização do síndico e/ou do conselho consultivo, o salão de festas e outros espaços podem ser utilizados como sala de aula, desde sejam adequadamente preparados. A grade de aulas deve levar em conta o perfil dos moradores (potenciais alunos), melhores horários e os ritmos mais desejados. Elabore tudo de forma individualizada, assim condomínios de qualquer tamanho poderão contratar o pacote de serviços. E não esqueça da divulgação! A melhor maneira para realizá-la poderá ser acordada com os administradores do condomínio.

Enxergar oportunidades de marketing é  fazer conexões e, se para quem canta seus males espanta, quem dança fica muito melhor. Então, escolas e professores, mãos a obras e bons negócios!

A emoção e o dançar a dois


por Keice Granzotto Casarri

Entre os principais componentes da dança de salão, encontra-se a emoção. A emoção é nutrida do efeito que causa no outro e as reações que provoca no ambiente funcionam como uma espécie de combustível para sua manifestação, proporcionando relações interpessoais que diluem os contornos da personalidade de cada um. As pessoas se entregam aos mesmos ritmos e, ao dançar com um parceiro um único movimento rítmico, estabelecem uma comunhão de sensibilidade e sintonia afetiva. É como se pudessem adentrar um para dentro do outro.

As danças de salão possibilitam o “toque de pele”, um caminho livre para o indivíduo usufruir seus limites e os limites de outros. Quem dança fica aberto para interagir com o parceiro, gerando uma relação social e pessoal, sendo possível comparar emoções e sensações.

“O nosso experimentar corporal desponta como uma continuidade de sentimentos […] nossa própria experiência é a nossa própria identidade”. (KELEMAN, 1996)

O ser humano é único, mas na dança de salão um necessita do outro e, nessa complexa relação, Mendes et al apud Wallon menciona que o “eu” e o “outro” não podem existir um sem o outro. Dançar a dois,  é saber explorar,  diferenciar  e aprender com o mundo dos sentidos e dos significados próprios e alheios. É, puramente, deixar-se emocionar e causar emoção!